Entenda como identificar uma protuberância no abdômen e reconhecer os sinais que indicam a necessidade de atendimento médico imediato
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Você já sentiu uma dor repentina ou uma protuberância na região do abdome? Você se esforça para levantar um objeto pesado ou tem um acesso de tosse e, de repente, percebe: um pequeno caroço ou estufamento apareceu na sua barriga. Ao se deitar, ele some.
Esses podem ser sinais de uma hérnia abdominal, uma condição que pode gerar complicações se não for tratada corretamente. Percebeu um abaulamento no abdômen ou sente dor frequente? Agende uma avaliação com um cirurgião na Rede Américas e descubra a melhor forma de tratamento.
A parede do nosso abdômen é formada por camadas de músculos e tecidos que protegem e mantêm os órgãos internos em seu devido lugar. Uma hérnia abdominal surge quando há um ponto de fraqueza ou uma abertura anormal nessa parede.
Através dessa falha, uma porção de gordura ou parte do próprio intestino pode "escapar", formando uma protuberância visível sob a pele. A condição é comum e frequentemente exige cirurgia para corrigir a falha muscular.
Pense na parede abdominal como a borracha de um pneu. Se houver um ponto fraco, a câmara de ar interna pode formar uma bolha para fora. O mecanismo da hérnia é semelhante: qualquer aumento na pressão dentro do abdômen pode forçar o conteúdo interno a passar pelo orifício.
A fraqueza muscular pode permitir que gordura ou partes do intestino escapem. Embora em alguns casos a hérnia não cause sintomas imediatos, ela pode gerar dor e desconforto. Em casos mais graves, pode levar a complicações sérias, como a estrangulação de uma parte do intestino, o que exige intervenção cirúrgica urgente.
Leia também: Qual a diferença de hérnia inguinal e abdominal? Veja os sintomas
As hérnias abdominais são classificadas de acordo com sua localização. Existem diversos tipos e três deles são considerados os mais frequentes:
Dentro os sintomas de hérnia na barriga, o mais evidente é o próprio abaulamento, que pode variar de tamanho. No início, pode ser pequeno e indolor, tornando-se mais proeminente em situações que aumentam a pressão intra-abdominal.
Além do caroço, outras manifestações clínicas podem estar presentes, como:
Em algumas pessoas a dor pode ser mais intensa e pode haver náusea, vômitos, distensão abdominal e dificuldade para evacuar. Os sinais podem indicar agravamento do quadro, sendo importante buscar um pronto atendimento para que seja feita uma avaliação adequada.
É característico que a pessoa consiga, com uma leve pressão dos dedos, empurrar o conteúdo da hérnia de volta para a cavidade abdominal, manobra conhecida como "redução da hérnia".
Em alguns casos, um estufamento abdominal pode simular a condição, mas ser resultado de uma fraqueza muscular temporária causada por condições como o herpes-zóster. Nesses cenários específicos, a cirurgia pode não ser necessária, e o estufamento tende a desaparecer por conta própria.
Qualquer condição que force repetidamente a musculatura abdominal pode contribuir para o surgimento ou o agravamento de uma hérnia. Os fatores de risco mais associados incluem:
Uma hérnia, por si só, pode não ser perigosa. O risco real surge quando ocorrem duas complicações graves: o encarceramento e o estrangulamento. É fundamental saber reconhecer os sinais de alerta, pois configuram uma emergência cirúrgica.
O encarceramento ocorre quando uma porção do intestino fica presa no orifício da hérnia e não consegue mais retornar para a cavidade abdominal. Ele é caracterizado por dor intensa e a impossibilidade de empurrar o conteúdo para dentro. Essa condição é uma emergência médica que exige cirurgia imediata para evitar complicações.
O estrangulamento é a evolução do encarceramento: o tecido preso tem seu suprimento de sangue cortado, o que pode levar à necrose (morte do tecido) e a uma infecção grave (peritonite).
É necessário buscar um pronto-socorro se os seguintes sintomas estiverem presentes:
O diagnóstico da hérnia do abdômen é primariamente clínico. Durante a consulta, o médico realiza o exame físico da região, pedindo ao paciente para tossir ou fazer força para observar a protuberância. Em casos de dúvida ou para planejar o tratamento, exames de imagem como a ultrassonografia ou a tomografia computadorizada podem ser solicitados.
O tratamento definitivo para a maioria das hérnias abdominais é cirúrgico. O médico responsável por realizar o procedimento cirúrgico é o cirurgião geral ou cirurgião do aparelho digestivo.
A cirurgia, conhecida como hernioplastia, é considerada o único tratamento eficaz para a condição. Seu objetivo é reposicionar o tecido para dentro do abdômen e corrigir a falha na parede muscular.
A hérnia abdominal tem cura, e o tratamento mais eficaz geralmente é a cirurgia. A cirurgia é o único meio de corrigir a hérnia e evitar que ela cause complicações graves, como a estrangulação do intestino.
Durante o procedimento, o cirurgião reposiciona o órgão ou tecido que se projetou para fora da parede abdominal. Logo após, fecha a abertura ou fraqueza na parede abdominal com suturas ou uma tela de reforço (prótese), prevenindo futuras protrusões.
Embora a intervenção cirúrgica seja a forma mais comum de tratamento, a abordagem pode variar dependendo da gravidade da hérnia, do tipo (como hérnia inguinal, umbilical ou epigástrica) e das condições gerais de saúde do paciente.
O médico pode recomendar um acompanhamento cuidadoso e sugerir o procedimento em um momento oportuno, em casos em que o caroço é pequeno e não está causando sintomas graves.
Portanto, com o tratamento adequado, a hérnia abdominal tem cura, e a cirurgia proporciona bons resultados na maioria dos casos.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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