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O que é hantavírus? Entenda como transmite, sintomas e quando ir ao médico

O hantavírus é uma doença grave transmitida pelo contato com fezes, urina e saliva de ratos; a identificação rápida dos sintomas ajuda a evitar complicações nos pulmões

Resumo
  • O hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com urina, fezes e saliva de ratos silvestres contaminados, podendo causar problemas graves nos pulmões;
  • A contaminação acontece com mais frequência em galpões, depósitos, plantações e locais fechados com ratos, principalmente durante limpezas com poeira;
  • Os primeiros sintomas podem parecer gripe forte, com febre, dores no corpo, náuseas e diarreia, mas a doença pode piorar rápido e causar falta de ar;
  • O diagnóstico é feito com avaliação médica e exames que ajudam a diferenciar a hantavirose de outras doenças com sintomas parecidos;
  • A prevenção inclui cuidados para evitar contato com ratos silvestres e ambientes contaminados, além do uso de proteção em áreas de risco.
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O hantavírus é transmitido pelo contato com fezes, urina e saliva de ratos silvestres contaminados. A infecção pode causar febre, dores no corpo e falta de ar. Em alguns casos, o quadro evolui rápido e afeta os pulmões.

O assunto ganhou destaque depois de casos da doença em um navio de cruzeiro no Oceano Atlântico. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 12 de maio de 2026, ao menos 11 pessoas tiveram diagnóstico confirmado e três morreram.

No Brasil, o Ministério da Saúde trata a hantavirose como uma doença grave. Os casos costumam acontecer em áreas rurais, galpões, depósitos, lavouras e ambientes fechados com presença de ratos. O diagnóstico rápido ajuda a reduzir o risco de complicações.

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O que é hantavírus?

O hantavírus é um grupo de vírus transmitidos principalmente por ratos silvestres infectados. Nas pessoas, a infecção recebe o nome de hantavirose e pode afetar os pulmões e o coração, causando problemas respiratórios que exigem atenção médica.

A hantavirose é uma doença transmitida de animais para humanos, por isso, é chamada de zoonose. Os ratos que carregam o vírus podem espalhar partículas contaminadas pela urina, saliva e fezes, mesmo sem aparentar estar doentes.

Os casos no Brasil acontecem com mais frequência em áreas rurais. Dados da Secretaria de Saúde do Paraná, por exemplo, mostram que o estado registrou mais de 2,6 mil casos suspeitos entre 2007 e 2024, com taxa de mortalidade próxima de 40%.

O que causa a hantavirose?

A hantavirose é causada por um vírus encontrado principalmente em ratos silvestres infectados. Depois que o patógeno entra no organismo da pessoa pelo contato com fezes, urina e saliva contaminadas, pode afetar vasos sanguíneos, pulmões e outras partes do corpo.

Segundo o Ministério da Saúde, diferentes tipos de ratos podem transmitir a doença. A presença desses animais em galpões, depósitos, plantações e ambientes fechados aumenta o risco de contaminação.

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Como acontece a transmissão do hantavírus?

A transmissão do hantavírus acontece principalmente quando a pessoa respira partículas contaminadas no ar. Isso pode ocorrer em locais com fezes, urina e saliva de ratos infectados, principalmente durante limpezas que levantam poeira.

Ambientes fechados e pouco ventilados apresentam maior risco. Galpões, depósitos, celeiros, paióis, plantações e casas fechadas por muito tempo estão entre os locais mais ligados aos casos da doença.

Mesmo assim, o microrganismo também pode entrar no corpo humano em outras situações, como:

  • Contato com cortes ou feridas na pele;
  • Mordidas ou arranhões de ratos infectados;
  • Contato das mãos contaminadas com olhos, boca ou nariz.

O tempo entre a contaminação e o início dos sintomas costuma variar de uma a cinco semanas. Por isso, muitas pessoas não percebem na hora o contato com o vírus.

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O hantavírus passa de pessoa para pessoa?

A transmissão do hantavírus de uma pessoa para outra é rara. Segundo o Ministério da Saúde e a OMS, a maioria dos casos acontece depois do contato das pessoas com locais contaminados por ratos infectados.

Os casos de transmissão entre pessoas foram registrados principalmente na Argentina e no Chile. Todos eles estavam ligados ao hantavírus Andes, um tipo específico do vírus encontrado na América do Sul.

Até o momento, não existe confirmação de transmissão entre pessoas nos casos registrados no Brasil. Por isso, a principal forma de prevenção continua sendo evitar contato com fezes, urina e saliva de ratos silvestres.

Quais são os sintomas do hantavírus?

Os sintomas do hantavírus costumam aparecer aos poucos e podem ser confundidos com gripe, virose ou outras infecções comuns. Por isso, muitas pessoas não percebem a doença nos primeiros dias. O quadro costuma evoluir em duas fases e pode piorar rápido.

Na fase inicial, as manifestações clínicas geralmente duram de três a seis dias e podem incluir:

  • Febre alta;
  • Dor de cabeça e calafrios;
  • Náuseas, vômitos e diarreia;
  • Dor abdominal e dor na região lombar;
  • Dores musculares, principalmente nas costas e nas pernas.

Depois desse período, alguns pacientes podem desenvolver a fase cardiopulmonar, considerada a forma mais grave da doença. Nessa etapa, o patógeno afeta os pulmões e dificulta a passagem de oxigênio pelo corpo, com sintomas como:

A piora do processo infeccioso pode acontecer em poucas horas. Por isso, ter falta de ar depois da febre e do contato com locais onde é possível ter ratos exige atendimento médico imediato.

Como é feito o diagnóstico da hantavirose?

O diagnóstico da hantavirose é feito com a análise dos sintomas, do histórico do paciente e de exames de sangue. O médico também investiga se a pessoa teve contato recente com locais onde pode ter ratos silvestres, como galpões, depósitos, plantações e áreas rurais.

Como os sinais da doença podem ser parecidos com os de gripe, dengue e outras infecções, os exames ajudam a confirmar o problema e identificar possíveis complicações, sendo os principais:

Exame

O que faz

Exame de sangue

Mostra alterações causadas pela infecção no organismo

Sorologia

Identifica anticorpos que agem contra o hantavírus

RT-PCR

Detecta a presença do hantavírus no corpo do paciente

Raio-x ou tomografia do tórax

Avalia se os pulmões foram afetados pelo 

vírus

Segundo o Ministério da Saúde, casos suspeitos precisam de avaliação rápida, principalmente quando existem sintomas respiratórios. Em muitos pacientes, a confirmação diagnóstica só acontece durante a internação no hospital.

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Qual é o tratamento do hantavírus?

O tratamento da hantavirose é feito para controlar os sintomas e reduzir o risco de complicações. Até o momento, não existe um remédio específico capaz de curar a infecção causada pelo hantavírus.

Nos casos leves, o paciente pode precisar de hidratação, medicamentos para aliviar os sinais e acompanhamento médico. Já nos quadros mais graves, a internação costuma ser necessária para acompanhar a respiração, os batimentos do coração e a pressão arterial.

Assim, quando a doença afeta os pulmões, o tratamento pode incluir:

  • Uso de oxigênio;
  • Internação em UTI;
  • Suporte para ajudar na respiração;
  • Controle da pressão arterial e da oxigenação do sangue.

No Brasil, o Ministério da Saúde determina que a hantavirose é uma doença de notificação obrigatória, o que significa que casos suspeitos e confirmados precisam ser informados rápido aos órgãos de saúde para investigação e monitoramento.

A infecção tem cura?

A hantavirose pode ter cura quando o diagnóstico e o tratamento acontecem na hora certa e do jeito certo. Muitas pessoas conseguem se recuperar com acompanhamento médico e cuidados para controlar o quadro clínico e evitar complicações.

Mesmo assim, a doença pode piorar em pouco tempo, principalmente nos casos em que os pulmões são afetados. Por isso, procurar atendimento médico nos primeiros sinais respiratórios aumenta as chances de recuperação.

No geral, a evolução depende da gravidade da infecção, do estado de saúde do paciente e da rapidez no início do tratamento. Pessoas atendidas nas fases iniciais costumam apresentar melhores resultados.

Depois da recuperação, alguns pacientes ainda podem precisar de acompanhamento para avaliar a recuperação dos pulmões e do organismo como um todo.

Tem como prevenir a hantavirose?

A prevenção da hantavirose envolve cuidados para evitar contato com ratos silvestres e ambientes contaminados. Como o vírus pode estar na urina, nas fezes e na saliva desses animais, manter os locais limpos e bem cuidados ajuda a diminuir o risco de infecção.

Então, é importante:

  • Evitar acúmulo de lixo e entulho;
  • Guardar alimentos em recipientes fechados;
  • Fechar frestas e buracos por onde ratos possam entrar;
  • Manter quintais, terrenos e áreas próximas à casa limpos;
  • Evitar levantar poeira durante a limpeza de locais fechados;
  • Abrir portas e janelas para ventilar o ambiente antes da limpeza.

Pessoas que trabalham em áreas rurais, depósitos, galpões e plantações também precisam usar equipamentos de proteção em atividades com risco de contato com ratos. Máscaras, luvas, avental e óculos ajudam a reduzir o risco de contaminação.

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Quando procurar atendimento médico para o hantavírus?

É importante procurar atendimento médico rápido quando os sintomas aparecerem depois do contato com locais onde pode haver ratos silvestres. Nesse caso, febre, dores no corpo, cansaço forte e dificuldade para respirar merecem atenção.

A falta de ar é um dos principais sinais de alerta. Quando ela aparece junto com febre, tosse seca, respiração acelerada ou sensação de pressão no peito, o risco de agravamento aumenta e a ida ao hospital não deve ser adiada.

Também é importante buscar um atendimento com profissionais da saúde em casos de tontura, pressão baixa, coração acelerado, piora rápida dos sintomas e sinais de desidratação provocados por vômitos e diarreia.

O Ministério da Saúde diz que começar o tratamento rápido ajuda a reduzir o risco de complicações graves. O paciente também deve informar ao médico sobre possível contato com ratos ou ambientes contaminados, pois isso ajuda na identificação da doença.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

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