O laudo descreve o tipo, a invasão e o grau das células tumorais; o resultado confirma a presença de células cancerígenas no tecido mamário
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A biópsia é o procedimento que confirma a suspeita de células cancerígenas no tecido mamário retirado, já que exames de imagem não conseguem analisar as células no microscópio. Essa etapa laboratorial é indispensável porque algumas lesões com forte suspeita de câncer em mamografias ou ultrassons podem se revelar condições benignas.
O laudo emitido pelo laboratório, chamado de exame anatomopatológico, traz dados específicos sobre o comportamento dessas células. O documento aponta onde a alteração começou e descreve se as células permanecem no local de origem ou se avançaram pelo tecido vizinho.
O patologista também avalia o grau do tumor, que indica a velocidade provável de crescimento com base no aspecto das células. Com o diagnóstico confirmado, o passo seguinte é agendar o retorno com o mastologista ou oncologista.
O laudo inicial não fecha o plano de ação sozinho, pois o médico precisa cruzar essas características celulares com outros testes de laboratório. O tamanho clínico da alteração e os exames de imagem gerais também são utilizados para definir se o caminho envolve cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou outras medicações.
Um resultado positivo para malignidade é apenas uma das etapas da investigação do câncer de mama. Agende uma avaliação especializada na Rede Américas para analisar o resultado junto aos exames de imagem e ao histórico clínico.
O laudo anatomopatológico utiliza termos médicos específicos para descrever as estruturas da mama, segundo a FEMAMA (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama). Uma palavra que pode surgir nesses relatórios é carcinoma, nome dado aos tumores originados nos tecidos de revestimento.
Na mama, esses carcinomas começam nas glândulas produtoras de leite ou nos pequenos canais que conduzem esse líquido. O documento também esclarece como essas células interagem com os tecidos próximos. Essa informação ajuda a equipe médica a entender a fase exata da alteração.
Outro dado presente é o grau histológico, classificado em uma escala de 1 a 3. O Grau 1 mostra células muito parecidas com as normais, que costumam se multiplicar devagar. O Grau 3 reúne células muito modificadas, associadas a uma divisão celular rápida. O Grau 2 fica no meio do caminho entre esses dois padrões, sendo considerado moderadamente diferenciado.
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Assim que a biópsia confirma a presença de malignidade, a amostra de tecido segue para uma análise complementar chamada imunohistoquímica. Essa análise minuciosa identifica marcadores biológicos e detalha o subtipo celular do tumor.
Ter essas informações em mãos é o que permite à equipe médica desenhar o protocolo terapêutico mais adequado para cada caso. O teste avalia a presença dos Receptores de Estrogênio (RE) e dos Receptores de Progesterona (RP).
A checagem dos receptores hormonais é indispensável para verificar se o tumor depende desses hormônios para crescer. Quando estão presentes, a paciente pode se beneficiar do uso de remédios que bloqueiam a ação hormonal no organismo.
O exame também mede a presença da proteína HER2 na superfície das células. Tumores com excesso dessa proteína tendem a se multiplicar com mais agilidade, mas respondem muito bem a medicamentos focados diretamente nessa estrutura. A junção dessas proteínas define o perfil biológico do tumor e organiza o tratamento de maneira individualizada.
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O recebimento de um laudo maligno exige passos organizados e acompanhamento profissional. O paciente não precisa tentar decifrar todos os detalhes técnicos sozinho, pois essa avaliação depende da experiência médica integrada. Algumas atitudes práticas ajudam a conduzir os próximos passos com clareza.
Durante a consulta, o especialista fará o exame clínico das mamas e correlacionará esses achados com as informações da biópsia. O trabalho em equipe é muito importante nesse momento. Médicos cirurgiões, oncologistas clínicos e patologistas atuam juntos para oferecer a melhor conduta terapêutica.
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Após a confirmação diagnóstica pela biópsia, a etapa seguinte é o estadiamento. Esse processo serve para verificar se as células alteradas continuam apenas na mama ou se alcançaram outras partes do corpo.
Avaliar os linfonodos da axila, conhecidos popularmente como ínguas, é um passo fundamental logo após a confirmação da doença. Como esses pequenos gânglios formam a via de drenagem natural da mama, examiná-los ajuda a determinar o estágio do quadro e a orientar o planejamento cirúrgico.
O médico também pode solicitar exames de imagem gerais, como tomografias ou cintilografia óssea, para uma visualização ampla.
O resultado do estadiamento, combinado com os dados da imunohistoquímica e o tipo de tumor descrito na biópsia, completa a avaliação do quadro clínico. Com esse conjunto de informações reunido, o médico apresenta o plano terapêutico definitivo e ajustado às necessidades da paciente.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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