Tratamentos para disfunção erétil: conheça as opções mais indicadas
A disfunção erétil pode ter causas físicas ou emocionais; o diagnóstico certo feito pelo médico ajuda a definir o melhor tratamento para cada caso
Resumo
- A disfunção erétil é a dificuldade frequente de ter ou manter uma ereção e pode afetar a vida sexual e o bem-estar;
- O problema pode estar ligado a fatores físicos, como circulação e hormônios, ou emocionais, como ansiedade e estresse, muitas vezes combinados;
- Doenças como diabetes e hipertensão, além de hábitos como sedentarismo e tabagismo, estão entre os principais fatores associados ao quadro;
- A avaliação com urologista é necessária para entender a causa e definir o tratamento mais adequado para cada pessoa;
- O cuidado pode envolver mudanças de hábitos, apoio psicológico, medicamentos e outras terapias, conforme a origem do problema.
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Os tratamentos para disfunção erétil podem incluir remédios de uso oral, terapia e mudanças no estilo de vida. No geral, essas abordagens são usadas para ajudar a recuperar a função sexual masculina e para melhorar a saúde do homem.
A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) informa que cerca de metade dos homens brasileiros acima dos 40 anos pode apresentar o problema. O Ministério da Saúde relaciona a condição ao tabagismo, ao sedentarismo e a doenças como diabetes e hipertensão.
Sendo assim, o tratamento depende da causa. Quando há fatores emocionais, por exemplo, o acompanhamento psicológico costuma ajudar. Já quando a origem é física, o cuidado médico procura melhorar a circulação sanguínea na região peniana.
Urologistas são os médicos que podem diagnosticar a disfunção erétil e indicar os tratamentos certos para o paciente. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
O que é disfunção erétil e por que acontece?
A disfunção erétil é a dificuldade frequente de obter ou manter uma ereção firme o suficiente para uma relação sexual. Ter alguns episódios isolados não indicam o problema, o diagnóstico considera a persistência do sinal.
A ereção depende da interação entre cérebro, hormônios, nervos e vasos sanguíneos. Quando há alterações em qualquer um desses sistemas, a disfunção erétil pode aparecer. As causas costumam ser divididas em dois grupos principais:
- Causas orgânicas ou físicas: envolvem problemas de saúde, como doenças do coração e da circulação (aterosclerose e hipertensão), diabetes, obesidade, uso de cigarro e álcool, alterações hormonais como baixa testosterona e lesões nos nervos;
- Causas psicológicas ou emocionais: incluem estresse, ansiedade, especialmente a relacionada ao desempenho sexual, depressão, dificuldades no relacionamento e baixa autoestima, que podem afetar a ereção.
Muitas vezes, a causa é uma combinação de fatores físicos e psicológicos. Um problema vascular, por exemplo, pode começar a dificultar a ereção, que é agravada pela ansiedade de falhar de novo.
Leia também: Qual tipo de diabetes causa impotência sexual e quais os tratamentos?
Qual o primeiro passo antes do tratamento?
O primeiro passo antes de qualquer tratamento é a consulta com um urologista. Esse médico faz a avaliação com base no histórico de saúde, exame físico e, quando necessário, exames de sangue para verificar hormônios, glicose e colesterol do paciente.
Essa investigação é importante porque a disfunção erétil pode ser um dos primeiros sinais de problemas cardiovasculares. Assim, quando o homem trata o sintoma sem investigar a causa, pode esconder doenças mais graves.
Com o diagnóstico definido, o urologista indica o tratamento mais adequado para cada caso, que pode incluir medicamentos e outras terapias. O foco é tratar a causa do problema e não só aliviar os sintomas.
Quais são os tratamentos para disfunção erétil?
Com o diagnóstico feito, o urologista define um plano de tratamento para cada caso. Existem várias opções e o acompanhamento costuma começar por abordagens mais simples e menos invasivas.
Mudanças no estilo de vida
Independentemente da causa, a adoção de hábitos saudáveis é a base de qualquer tratamento e pode, em muitos casos, resolver o problema. Sendo assim, as principais recomendações incluem:
- Moderar o consumo de álcool;
- Parar de fumar, pois o tabagismo danifica os vasos sanguíneos;
- Gerenciar o estresse por meio de técnicas de relaxamento ou hobbies;
- Manter uma dieta equilibrada para controlar o peso, a pressão e o colesterol;
- Praticar atividade física com frequência, o que melhora a saúde cardiovascular.
Esses hábitos precisam ser mantidos e avaliados pelo médico durante o acompanhamento.
Terapia psicológica e aconselhamento
Quando a causa da disfunção erétil é principalmente emocional, a psicoterapia ou o aconselhamento sexual ajudam a lidar com ansiedade, estresse e dificuldades no relacionamento que afetam a vida sexual.
Em muitos casos, essa abordagem é usada junto com outras formas de tratamento, já que acompanhamento médico e psicológico permite ajustar o cuidado conforme a origem do problema e a resposta de cada pessoa às mudanças.
Medicamentos orais
Os remédios costumam ser a primeira opção de tratamento para a maioria dos homens. Substâncias como sildenafila, tadalafila, vardenafila e avanafila ajudam a melhorar a entrada de sangue no pênis ao relaxar a musculatura da região.
É importante saber que eles não provocam ereção, o estímulo sexual ainda é necessário.
Esses remédios funcionam bem para muitos casos, mas não são indicados para todos, especialmente para quem usa alguns tipos de medicamentos para o coração. Por isso, o uso deve ser sempre orientado por um médico.
Terapias injetáveis e intrauretrais
Quando os remédios por via oral não funcionam ou não podem ser usados pelo paciente, o médico pode indicar outras opções. Uma delas é a injeção aplicada diretamente na base do pênis antes da relação, que aumenta o fluxo de sangue e leva à ereção.
Outra possibilidade é o uso de um pequeno aplicador que coloca o medicamento na uretra, onde ele é absorvido e ajuda a provocar a ereção. Em ambos os casos, o paciente recebe orientação do urologista para aprender a usar do jeito certo.
Terapia por ondas de choque de baixa intensidade
A terapia por ondas de choque de baixa intensidade é um tratamento recente e não invasivo. Ela usa um aparelho que emite ondas de energia na região do pênis, e a proposta é estimular a formação de novos vasos sanguíneos e melhorar a circulação local.
Em alguns casos, a combinação dessa terapia com medicamentos pode trazer melhores resultados do que o uso isolado das ondas de choque, especialmente em pessoas com diabetes ou problemas de circulação.
Dispositivos de ereção a vácuo
Os dispositivos a vácuo, conhecidos como bomba peniana, são uma opção mecânica de tratamento. Eles usam um cilindro de plástico colocado sobre o pênis. Uma bomba manual ou elétrica retira o ar e aumenta o fluxo de sangue para a região, levando à ereção. Depois, um anel é colocado na base do pênis para manter o sangue no local durante a relação.
Reposição hormonal com testosterona
A reposição hormonal é indicada para homens com disfunção erétil causada por baixa testosterona, confirmada por exame de sangue. Esse tratamento pode ajudar a aumentar o desejo sexual e melhorar a função erétil.
Essa opção, porém, não é recomendada para casos em que os hormônios estão normais.
Próteses penianas: uma solução definitiva
Em casos mais graves, quando outras formas de tratamento não funcionam, pode ser indicada a cirurgia para colocação de uma prótese peniana, que estão disponíveis em dois tipos principais:
- Próteses maleáveis (ou semirrígidas): são duas hastes colocadas no pênis que deixam a região sempre firme, podendo ser ajustada para baixo ou para cima conforme a necessidade;
- Próteses infláveis: funcionam com um sistema que pode ser acionado por uma pequena bomba no escroto. Quando ativadas, permitem a ereção, e, quando desativadas, o pênis volta ao estado de repouso.
A cirurgia costuma ter bons resultados e alto nível de satisfação entre pacientes e parceiras.
Além dos tratamentos já disponíveis, novas abordagens seguem em estudo. Terapias com células-tronco, por exemplo, ainda estão em fase de pesquisa e podem, no futuro, ajudar a tratar causas biológicas da disfunção erétil.
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Como escolher o tratamento mais adequado?
A escolha do tratamento não é uma decisão do paciente, mas uma construção conjunta com o urologista, baseada no diagnóstico. Fatores como a causa da disfunção erétil, o estado geral de saúde, a preferência do paciente e o estilo de vida são levados em conta.
Então, é preciso avaliar, junto com o médico:
A escolha do tratamento pode ser revista pelo profissional de saúde durante o acompanhamento, já que cada pessoa pode responder de um jeito ao tratamento. Ajustes ao longo do tempo são comuns e fazem parte do cuidado médico.
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É possível reverter a disfunção erétil?
A possibilidade de reverter a disfunção erétil depende da causa. Quando o quadro está ligado ao estilo de vida, como obesidade, sedentarismo ou tabagismo, mudanças nesses hábitos podem levar à melhora do quadro.
Em casos de origem emocional, a terapia também pode resolver a dificuldade.
Já quando há doenças crônicas, como diabetes avançado ou problemas vasculares importantes, o tratamento costuma focar no controle dos sintomas para manter a vida sexual ativa. Nesses casos, a doença de base continua exigindo acompanhamento médico.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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