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Alopecia androgenética feminina tem cura? Saiba como controlar 

Alopecia feminina pode ser controlada com tratamento contínuo; afinamento dos fios pode piorar após a menopausa  

 

Resumo
  • A alopecia androgenética feminina causa afinamento progressivo dos fios
  • A condição não tem cura definitiva, mas possui tratamento eficaz
  • Fatores genéticos e hormonais influenciam o desenvolvimento da queda
  • Minoxidil, medicamentos e terapias capilares ajudam no controle
  • O diagnóstico precoce melhora os resultados e preserva os fios
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Perceber os fios mais finos, a risca do cabelo mais alargada e o couro cabeludo cada vez mais aparente pode gerar insegurança e muitas dúvidas. Entre elas está se a alopecia androgenética feminina tem cura? Essa condição, também conhecida como calvície feminina, é uma das principais causas de queda capilar nas mulheres.

A disfunção costuma impactar não apenas a aparência, mas também a autoestima e a qualidade de vida. O grande desafio é que ela evolui de forma lenta e silenciosa. Muitas mulheres só percebem o problema quando a perda de densidade capilar já está mais avançada. 

Por envolver fatores genéticos e hormonal, pode se intensificar ao longo dos anos, especialmente após a menopausa. Existem tratamentos cada vez mais eficazes para controlar a queda, estimular o crescimento dos fios e recuperar parte da densidade perdida, apesar de não existir uma cura definitiva. 

Diante dos primeiros sinais de afinamento ou queda capilar, não hesite em buscar ajuda profissional para iniciar o tratamento e preservar a saúde e a beleza dos seus cabelos. Agende sua consulta com um dermatologista na Rede Américas.

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O que é alopecia androgenética feminina?

A alopécia androgenética feminina é uma condição dermatológica de origem genética e hormonal que provoca a queda e o afinamento dos cabelos. Sendo ela também conhecida como calvície feminina ou alopecia androgênica.

Nas mulheres, o afinamento é difuso. Isso significa dizer que ele ocorre de maneira uniforme, por todo couro cabeludo, tornando-o mais visível. Diferentemente do que é visto nos homens, quando a perda de cabelo ocorre em áreas específicas como a coroa e as entradas. 

O seu início ocorre durante a adolescência, quando o estímulo hormonal faz com que a cada ciclo os fios de cabelo fiquem cada vez mais finos. Mas a alopecia só fica aparente por volta dos 40 ou 50 anos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Os níveis hormonais na maioria das vezes se mostram normais nos exames de sangue. A questão está na sensibilidade dos folículos capilares a esses hormônios.

Como ela afeta os fios?

A disfunção afeta os fios através de um processo chamado miniaturização folicular. Através dele, a cada ciclo de crescimento capilar, os fios se tornam progressivamente mais finos, curtos e frágeis. A ação ocorre até que o folículo piloso (responsável pela produção e crescimento dos pelos) se atrofia e para de produzir cabelo.

O resultado é uma diminuição gradual do volume capilar, tornando o couro cabeludo mais aparente. Nas mulheres, a perda é mais notável na parte superior da cabeça, preservando a linha frontal do cabelo.

Alopecia androgenética feminina tem cura?

A principal questão é se a alopecia androgenética feminina tem cura. A realidade é que ela não possui uma cura definitiva, mas é uma condição que pode ser efetivamente controlada com o tratamento adequado.

O objetivo das abordagens terapêuticas é estacionar o avanço da queda, estimular o crescimento de novos fios e recuperar parte da densidade capilar perdida. Caso não haja nenhum tipo de intervenção, os cabelos que caíram devido a miniaturização não voltam a crescer espontaneamente. 

Por isso, o diagnóstico precoce e o acompanhamento médico são fundamentais para controlar seus efeitos a longo prazo.

A disfunção piora após a menopausa?

A alopecia androgênica feminina pode piorar após a menopausa. A idade é um fator de risco, e as chances de desenvolver o distúrbio aumentam com o envelhecimento. 

Segundo a SBD, cerca de 50% das mulheres acima dos 50 anos terão algum grau de androgenética devido a mudança hormonal pós-menopausa. Acredita-se que a queda dos níveis de hormônios possa afetar os níveis de di-hidrotestosterona (DHT), que pode estar ligado ao encolhimento dos folículos capilares.

Quais são os sintomas?

Os sintomas mais característicos da alopecia androgenética feminina é a evolução do afinamento dos fios de cabelo. O que leva a uma percepção de cabelo ralo e a um couro cabeludo mais visível. 

A perda geralmente segue um padrão específico, com a região central do couro cabeludo sendo a mais afetada, enquanto a linha do cabelo na testa costuma ser preservada. Por isso as manifestações clínicas incluem:

  • Afinamento ou perda de cabelo ao redor da risca central
  • Alargamento da risca central e afinamento ou perda de cabelo em ambos os lados da risca
  • Afinamento ou perda de cabelo em toda a parte superior da cabeça

queda de cabelo normalmente começa perto da risca central. Nos estágios intermediários e posteriores, ela ocorre em ambos os lados da risca e em direção à parte frontal do couro cabeludo. 

A calvície feminina não causa dor, e muitas mulheres só notam primeiros sinais após a menopausa. Em alguns casos, pode estar associada a outros sintomas como irregularidade menstrual, acne e aumento de pelos no corpo (hirsutismo).

O que causa a calvície feminina?

A causa é composta por vários elementos, envolvendo principalmente fatores genéticos e hormonais. A predisposição genética é um componente importante, o que significa dizer que esse tipo de alopecia pode ser herdada.

A probabilidade de desenvolver a disfunção é maior se parentes de primeiro grau também apresentaram o problema. Há uma tendência genética que faz com que o hormônio atue naquele fio e afine ao longo dos anos. 

O problema está ligado à ação dos andrógenos nos folículos capilares de mulheres geneticamente suscetíveis. Por isso, mesmo com níveis hormonais normais no sangue, os folículos podem ser mais sensíveis a eles, resultando na miniaturização dos fios. A idade também é um fator de risco, as chances aumentam com o passar do tempo.

Uma de suas causas também pode estar ligada ao hormônio di-hidrotestosterona (DHT), um tipo de andrógeno (responsável pelas características masculinas). O seu percentual cai após a menopausa, podendo levar ao encolhimento dos folículos capilares.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é geralmente fácil de reconhecer, mas um profissional de saúde pode confirmá-lo durante um exame físico do couro cabeludo. O médico costuma perguntar sobre o histórico médico, incluindo quando a perda de cabelo começou e se há histórico na família.

Ele observa também a largura da risca central e quaisquer áreas do couro cabeludo que mostrem sinais de afinamento ou calvície. Para descartar outras causas, o médico pode examinar o couro cabeludo atrás de sinais de infecção.

Além de fazer a coleta de uma amostra de cabelo para análise laboratorial, realizar uma biópsia do couro cabeludo para verificar doenças de pele e solicitar exames de sangue. Um densitômetro também pode ser utilizado, uma ferramenta especial que mede a espessura dos folículos capilares.

Tratamento para alopecia androgenética feminina

Existem diversas opções de tratamento para alopecia androgenética feminina, e o que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra. O médico ajudará a encontrar a opção mais adequada. 

Dentre elas podem estar os medicamentos tópicos. O minoxidil é a primeira linha de tratamento, aplicado diretamente no couro cabeludo para estimular o crescimento capilar. Medicações orais como a anticoncepcionais, finasterida, espironolactona e ciproterona podem ser prescritas para modular a ação hormonal nos folículos. 

O minoxidil oral em baixas doses tem se tornado cada vez mais frequente devido à facilidade de uso e bons resultados clínicos. 

O transplante capilar pode ser uma solução estética para recuperar a densidade capilar. Ele é uma opção em casos mais avançados, quando o quantitativo de cabelo perdido é extenso e os medicamentos não são eficazes.

Existem outros procedimentos como o PRP (plasma rico em plaquetas), pelo qual o profissional de saúde retira o sangue do corpo do paciente, processa-o e injeta no couro cabeludo para estimular o crescimento.

A terapia com luz vermelha também é uma opção, assim como microagulhamento, microinfusão de medicamentos na pele, toxina botulínica e fotobiomodulação (terapia com laser de baixa intensidade ou LED).

Leia também: Implante capilar feminino: técnicas, recomendações e resultados 

O tratamento faz o cabelo voltar a crescer?

Os procedimentos terapêuticos podem fazer o cabelo voltar a crescer, principalmente se forem iniciados precocemente. O objetivo principal é parar a queda e reverter o processo de miniaturização, fazendo com que os folículos ativados voltem a produzir cabelos mais grossos e saudáveis. 

A resposta ao tratamento acontece de maneira individual, variando de pessoa para pessoa. Pode ser também que a recuperação total da quantidade de fios não seja alcançada. É preciso fazer manutenção do que estiver sendo usado visando sustentar os resultados obtidos.

A alopecia androgenética feminina é uma condição capilar que, embora não tenha cura definitiva, pode ser efetivamente controlada com diagnóstico precoce e um plano de tratamento adequado. 

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
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  • SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA. Alopecia androgenética. Rio de Janeiro: SBD. Disponível em: https://www.sbd.org.br/doencas/alopecia-androgenetica/. Acesso em: 20 maio 2026. 
  • SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA. Alopecia androgenética: Sociedade Brasileira de Dermatologia alerta sobre a doença e opções de tratamento. Rio de Janeiro: SBD, 2020. Disponível em: https://www.sbd.org.br/alopecia-androgenetica-sociedade-brasileira-de-dermatologia-alerta-sobre-a-doenca-e-opcoes-de-tratamento/. Acesso em: 20 maio 2026. 
  • RAMOS, Paulo Müller et al. Alopecia padrão feminino: atualização terapêutica. Anais Brasileiros de Dermatologia, v. 98, n. 4, p. 493-506, jul./ago. 2023. Disponível em: https://www.anaisdedermatologia.org.br/en-alopecia-padrao-feminino-atualizacao-terapeutica-articulo-S2666275223000620. Acesso em: 20 maio 2026. 
  • HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ONOFRE LOPES. Alopecia androgenética afeta 5% das mulheres e pode trazer impactos na autoestima e na qualidade de vida. Natal: HUOL-UFRN, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/hubrasil/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-nordeste/huol-ufrn/comunicacao/noticias/alopecia-androgenetica-afeta-5-das-mulheres-e-pode-trazer-impactos-na-autoestima-e-na-qualidade-de-vida. Acesso em: 20 maio 2026. 
  • UOL VIVABEM. Fui diagnosticada com alopecia feminina; e agora? São Paulo: UOL, 2023. Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2023/09/05/fui-diagnosticada-com-alopecia-feminina-e-agora.htm. Acesso em: 20 maio 2026. 

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