Medidas simples de higiene, hábitos saudáveis e a vacinação anual são as principais ferramentas para reduzir o risco de infecções respiratórias
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Com a chegada das mudanças de temperatura e dos períodos de maior circulação de vírus respiratórios, aumentam também os casos de pessoas que apresentam sintomas como coriza, tosse, dor de garganta e febre. Nesse cenário, uma dúvida bastante comum é como evitar gripe e resfriado e quais medidas realmente ajudam a reduzir o risco de adoecer.
Embora sejam doenças frequentes, gripe e resfriado podem causar desconforto significativo, afastamento das atividades diárias e, em alguns grupos, evoluir para complicações mais graves. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas merecem atenção especial, já que são mais vulneráveis aos efeitos das infecções respiratórias.
A boa notícia é que a prevenção vai muito além de evitar contato com pessoas doentes. Hábitos relacionados à alimentação, hidratação, qualidade do sono, higiene e vacinação desempenham um papel fundamental no fortalecimento das defesas do organismo e na redução da transmissão dos vírus.
Uma avaliação médica pode ajudar a identificar fatores que aumentam sua vulnerabilidade a infecções. Agende sua consulta em um hospital da Rede Américas.
Embora compartilhem sintomas parecidos, gripe e resfriado são causados por vírus diferentes. O resfriado comum pode ser provocado por mais de 200 tipos virais, como o Rinovírus, e seus sintomas costumam ser mais leves e passageiros. Já a gripe é causada pelo vírus Influenza e pode levar a quadros mais graves e complicações sérias, como a pneumonia.
Entender as principais diferenças ajuda a saber quando é preciso redobrar a atenção e procurar ajuda médica. Veja a tabela abaixo:
Um sistema imune robusto é a sua principal linha de defesa. Ele não impede que você entre em contato com os patógenos, mas garante uma resposta mais rápida e eficiente para combatê-los, muitas vezes antes mesmo que os sintomas apareçam. Para isso, alguns hábitos são essenciais.
A nutrição adequada fornece os componentes que as células de defesa precisam para funcionar corretamente. É importante incluir na dieta uma variedade de frutas, legumes e verduras, que são fontes de vitaminas e antioxidantes.
Alimentos ricos em zinco (carnes e leguminosas), selênio (castanha-do-pará) e vitamina C (laranja, acerola, kiwi) são especialmente importantes para a função imune. Os betaglucanos, encontrados naturalmente em cogumelos e leveduras, pode fortalecer a imunidade e reduzir a frequência de gripes e resfriados.
Beber água em quantidade suficiente ao longo do dia ajuda a manter as mucosas do nariz e da garganta hidratadas. Essas mucosas funcionam como uma barreira física, dificultando a entrada de vírus no organismo. Quando ressecadas, tornam-se mais vulneráveis.
Durante o sono, o corpo produz e libera citocinas, proteínas que atuam na resposta inflamatória e no combate a infecções. A privação de sono desregula esse processo e pode deixar o sistema imunológico mais fraco, aumentando a suscetibilidade a doenças.
Leia também: O que é bom para gripe e tosse? Alivie sintomas
A adoção de medidas estruturadas de prevenção e controle de infecções é fundamental para impedir a propagação viral que afetam o sistema respiratório.
Os vírus respiratórios se espalham principalmente por meio de gotículas liberadas quando uma pessoa infectada tem tosse, espirra ou fala. Essas gotículas podem ser inaladas ou contaminar superfícies. Assim, a higiene é uma estratégia de bloqueio direto.
Lavar as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos é uma das medidas mais eficazes para remover vírus e bactérias. O ideal é fazer várias vezes ao dia, principalmente após tossir ou espirrar, antes de comer e ao chegar em casa. Na ausência de água e sabão, o álcool em gel 70% é uma alternativa válida.
Se precisar tossir ou espirrar, cubra a boca e o nariz com a parte interna do cotovelo, e não com as mãos. Essa atitude simples evita que as gotículas se espalhem no ar ou contaminem suas mãos, que posteriormente tocarão em objetos e pessoas.
As pessoas tocam o rosto, em média, dezenas de vezes por hora sem perceber. Ao tocar em uma superfície contaminada e depois levar a mão aos olhos, nariz ou boca, você cria uma porta de entrada direta para os vírus em seu corpo. Portanto, evite esse hábito ao máximo.
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A vacinação é a medida de prevenção mais importante contra a gripe, especialmente para evitar suas formas mais graves. O imunizante é seguro e atualizado anualmente para proteger contra as cepas do vírus Influenza que estão em maior circulação.
Ela é recomendada para grupos prioritários, como crianças, gestantes, idosos e pessoas com doenças crônicas, mas está disponível para a população geral. Sendo uma estratégia fundamental para prevenir infecções respiratórias graves desde os primeiros meses de vida. Se vacinar reduz significativamente o risco de hospitalizações e óbitos decorrentes da gripe.
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O ambiente onde vivemos e trabalhamos também influencia a propagação de doenças. Manter os cômodos bem ventilados, com janelas e portas abertas, promove a circulação do ar e dispersa as partículas virais, diminuindo a chance de contágio.
Além disso, a higienização de superfícies tocadas com frequência, como maçanetas, interruptores, celulares e controles remotos, ajuda a eliminar os vírus que podem ter se depositado nesses locais.
Evitar aglomerações em locais fechados durante os picos de transmissão também é uma medida prudente.
O uso de sprays nasais pode ser uma ferramenta útil para complementar a prevenção. Eles podem ser aplicados logo após frequentar locais aglomerados, podem ajudar a bloquear e eliminar vírus respiratórios antes que eles causem gripes e resfriados. O uso de soluções de soro ou gel nasal após a exposição a ambientes públicos é uma medida prática para evitar a infecção.
Leia também: Gripe na gravidez: veja os principais cuidados
Na maioria dos casos, gripes e resfriados se resolvem sozinhos com repouso, hidratação e medicamentos sintomáticos.Mas alguns sinais indicam a necessidade de uma avaliação profissional para descartar complicações. Procure um médico se apresentar:
A automedicação nunca é recomendada. Um especialista poderá diagnosticar corretamente o quadro e indicar o tratamento mais adequado para o seu caso.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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