A disbiose acontece quando o equilíbrio dos microrganismos que vivem no intestino muda; alimentação, uso de alguns remédios e doenças podem contribuir para essas alterações
Resuma este artigo com IA:
Acompanhe nossos conteúdos com prioridade no Google

A disbiose intestinal é tratada de acordo com a causa e com os sintomas de cada pessoa. Em geral, o cuidado pode envolver mudanças na alimentação, tratamento de doenças relacionadas ao quadro e, em alguns casos, uso de probióticos.
A alimentação influencia a composição e o funcionamento da microbiota intestinal. Por isso, uma dieta com mais frutas, verduras e fibras e menos alimentos ultraprocessados pode ajudar a manter o equilíbrio desses microrganismos no corpo.
O uso de alguns remédios também precisa ser considerado na avaliação. Os antibióticos, por exemplo, podem mudar a composição da microbiota, e essas alterações podem variar conforme o medicamento, a dose e o tempo de uso.
Gastroenterologistas são os médicos que podem orientar e acompanhar o tratamento de pacientes diagnosticados com disbiose intestinal. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A disbiose intestinal acontece quando a composição ou o funcionamento da microbiota do órgão muda, o que pode envolver a redução da variedade de bactérias ou o aumento de grupos de microrganismos associados a problemas de saúde.
Nesse sentido, algumas infecções e doenças que causam inflamação no intestino podem alterar a microbiota. Na doença de Crohn e na colite ulcerativa, por exemplo, a inflamação e as mudanças nas bactérias do intestino podem influenciar uma à outra.
Estresse, alimentação, álcool e alguns remédios também podem mudar a composição da microbiota. Os antibióticos estão entre os principais exemplos, pois podem reduzir grupos de bactérias e modificar o equilíbrio entre os microrganismos que vivem no intestino.
A disbiose pode ser diagnosticada por um médico, pois não existe um sintoma único que permita identificar o desequilíbrio da microbiota intestinal. Mesmo assim, essas alterações podem afetar o funcionamento do intestino, causando sinais como:
A microbiota intestinal se comunica com o sistema de defesa do corpo e ajuda a proteger a parede do intestino. Ela também participa da comunicação entre o intestino e outros órgãos, como o cérebro, por meio de sinais nervosos e imunológicos.
Dessa forma, alterações na microbiota podem influenciar várias funções do organismo, mas isso não significa que todo sintoma fora do intestino seja causado pela disbiose. A relação entre essas alterações e outros problemas ainda está sendo estudada pelos cientistas.
Assim, sinais que aparecem fora do intestino não devem ser atribuídos à disbiose sem uma investigação médica. Nesses casos, o especialista pode avaliar outras possíveis causas, pedir exames quando necessário e indicar o tratamento para a condição identificada.
Leia também: Para fazer endoscopia precisa estar em jejum? Entenda o preparo
A alimentação pode influenciar a composição e o funcionamento da microbiota intestinal. Por isso, mudanças na dieta devem considerar os sintomas, as necessidades nutricionais e as características de cada pessoa, sendo sempre orientada por um profissional de saúde.
Restrições muito amplas, por exemplo, podem reduzir a variedade de nutrientes e não são necessárias para todos os pacientes. O acompanhamento de um profissional ajuda a definir quais mudanças podem fazer parte do cuidado e evita cortes sem indicação.
Mesmo assim, existem alguns alimentos e bebidas que devem ser evitados, como:
A retirada de alguns desses itens da alimentação não significa comer menos ou deixar de consumir nutrientes importantes. A troca desses alimentos por opções mais nutritivas ajuda a manter o consumo de fibras, vitaminas e minerais durante as mudanças na dieta.
Leia também: Veja como eliminar gases do estômago e aliviar o inchaço abdominal
As fibras e os prebióticos servem de alimento para parte das bactérias da microbiota. No intestino, esses componentes são fermentados e dão origem a substâncias que participam da proteção da parede intestinal e do funcionamento do órgão.
As gorduras insaturadas também podem fazer parte de uma alimentação voltada à saúde intestinal. Um estudo feito em Oxford relaciona o consumo de ômega-3 e de azeite de oliva a mudanças na composição da microbiota, embora os efeitos variem entre as pessoas.
Além disso, cebola, alho, aspargos, aveia e banana verde são fontes de compostos prebióticos. Frutas, verduras e cereais integrais também fornecem fibras, enquanto a ingestão adequada de água ajuda a manter as fezes macias e facilita a eliminação.
Os probióticos são microrganismos vivos que podem trazer benefícios à saúde quando consumidos do jeito certo. Eles podem fazer parte do cuidado em algumas situações, mas os efeitos dependem do tipo de probiótico e da condição de cada paciente.
Como a composição da microbiota varia de uma pessoa para outra, os probióticos não funcionam da mesma forma para todos. Por isso, o uso de suplementos deve considerar a indicação, a quantidade e a cepa do produto, de acordo com a orientação do médico.
Alimentos fermentados também podem fornecer microrganismos vivos, mas a quantidade e os tipos de bactérias variam. Iogurte com culturas vivas, kefir e outros fermentados podem fazer parte da alimentação, mas sem substituir um tratamento quando ele for preciso.
Leia também: Tipos de gastrite: quais são as causas, as classificações e sintomas
O intestino e o cérebro mantêm uma comunicação contínua pelo eixo intestino-cérebro. Por esse motivo, o estresse pode alterar os movimentos do intestino, a barreira intestinal e a composição da microbiota, o que tende a piorar alguns desconfortos digestivos.
Nessa situação, preservar a saúde emocional pode fazer parte dos cuidados com a saúde intestinal. Além desse aspecto, a prática regular de atividade física e o sono adequado também influenciam o funcionamento do intestino e podem estar relacionados à microbiota.
Técnicas de relaxamento, como respiração lenta e pausas durante o dia, podem ajudar no controle do estresse. Essas medidas não substituem o tratamento da causa da disbiose, mas podem complementar os cuidados indicados pelo especialista.
A recuperação da microbiota varia de acordo com a causa, o estado de saúde e as características de cada pessoa. Depois do uso de antibióticos, por exemplo, algumas alterações podem melhorar rápido, enquanto outras podem permanecer por mais tempo.
Dessa forma, a microbiota tende a se recuperar aos poucos, e não existe um prazo igual para todos os pacientes. Por isso, o tempo depende de fatores como o tipo de mudança, os remédios usados pelo paciente e as condições de saúde dele.
Leia também: Queimação no estômago: o que pode causar e qual o tratamento
A automedicação pode esconder outras doenças que causam sintomas parecidos com os da disbiose, como a síndrome do intestino irritável. Nesse caso, sangue nas fezes, perda de peso sem explicação e dor abdominal precisam de avaliação médica.
A consulta com o especialista ajuda a investigar a causa dos sintomas e a definir os exames necessários. O tratamento, então, depende do problema e pode incluir alterações na alimentação, medicamentos ou outras medidas indicadas pelo gastroenterologista.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES

R. Jaguaruna, 105 - Campo Grande, Rio de Janeiro - RJ, CEP 23080-160
(21) 3316-2900

Tv. Lasalle, 12 - Centro, Niterói - RJ, CEP 24020-096
(21) 2729-1000

QMSW 4 - Sudoeste, Brasília - DF
(61) 2196-5300

Av. Santo Amaro, 2468 - Brooklin Paulista, São Paulo - SP, CEP 04556-100
(11) 3040-8000

Tv. Frederico Pamplona, 32 - Copacabana, Rio de Janeiro - RJ, CEP 22061-080
(21) 2545-4000

Av. Prof. Magalhães Neto, 1541 - Pituba, Salvador - BA, CEP 41810-011
(71) 4020-0057

R. Conselheiro Brotero, 1486 - Higienópolis, São Paulo - SP, CEP 01232-010
(11) 3821-5300