A disbiose acontece quando há um desequilíbrio nas bactérias que vivem no intestino; gases, diarreia, prisão de ventre e desconforto abdominal podem aparecer como sintomas
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A disbiose intestinal acontece quando há mudanças no equilíbrio dos microrganismos que vivem no intestino. Os sintomas podem incluir gases, barriga inchada, dor, diarreia e prisão de ventre, mas a intensidade e a combinação dos sinais variam de pessoa para pessoa.
A microbiota intestinal, por sua vez, participa da digestão e ajuda o sistema imunológico a funcionar, e alterações nos microrganismos que fazem parte dela podem ocorrer por fatores como alimentação, uso de antibióticos e algumas doenças, como a colite ulcerativa.
Como os sintomas comuns da disbiose também podem aparecer em outros problemas intestinais, eles, sozinhos, não confirmam o quadro. Nesse caso, a avaliação médica considera os sinais do paciente, o histórico de saúde e outras possíveis causas.
Gastroenterologistas são os médicos que podem orientar e acompanhar o tratamento de pacientes diagnosticados com disbiose intestinal. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A disbiose intestinal é uma alteração no equilíbrio dos microrganismos que vivem no intestino, o que pode envolver a redução da variedade de bactérias ou o aumento de espécies que podem favorecer o aparecimento de problemas no organismo.
O uso de antibióticos é uma das causas da disbiose, pois esses remédios podem afetar diferentes tipos de bactérias do intestino. Uma alimentação com excesso de alimentos ultraprocessados e pobre em fibras também pode mudar a composição da microbiota.
Infecções e doenças inflamatórias do intestino, como a doença de Crohn, também podem ser causas. Nesses casos, a relação pode acontecer porque a doença costuma alterar a microbiota, ou porque a mudança na microbiota pode participar da inflamação.
O sistema digestivo pode ser afetado pelas alterações na microbiota, já que o desequilíbrio pode aumentar a fermentação no intestino e causar desconforto. Essas mudanças também podem afetar a forma como o organismo aproveita os nutrientes dos alimentos.
Em geral, os sintomas que podem aparecer incluem:
Esses sintomas não aparecem só na disbiose e também podem ocorrer em problemas como síndrome do intestino irritável, intolerâncias alimentares e doença celíaca. Por isso, o médico deve considerar outras causas e pedir exames antes de diagnosticar o quadro.
O intestino concentra grande parte das células de defesa e participa do controle de várias funções do corpo. Quando há redução de bactérias benéficas, a barreira intestinal pode ficar comprometida, facilitando a passagem de substâncias do órgão para a circulação.
Essa alteração, por sua vez, pode influenciar o funcionamento do sistema de defesa e favorecer processos de inflamação. Em alguns casos, a disbiose também está associada a maior risco de infecções e a outras condições que podem comprometer a saúde.
Sendo assim, é possível que sejam afetados:
Esses sinais de outros quadros podem dificultar a identificação da causa do problema, já que, muitas vezes, o paciente pode procurar ajuda só para tratar alterações na pele ou o cansaço, sem investigar se existe uma alteração no sistema digestivo.
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A aparência das fezes pode trazer informações sobre o funcionamento do intestino, mas varia de pessoa para pessoa. Mudanças na forma, na consistência e na frequência das evacuações podem acompanhar alterações na microbiota.
Quando o intestino funciona mais devagar, as fezes podem ficar ressecadas, em pequenas bolinhas e difíceis de eliminar. Já a diarreia pode causar fezes pastosas e, em alguns casos, muco ou restos de alimentos não digeridos.
O sangue nas fezes, porém, não é um sinal típico de disbiose e pode indicar sangramento no sistema digestivo. Fezes pretas ou muito escuras também precisam de avaliação médica, principalmente quando aparecem sem uma causa conhecida.
A disbiose não tem sintomas exclusivos, e os desconfortos digestivos não são suficientes para que o médico identifique a causa. Por isso, a avaliação considera o histórico de saúde e outros problemas que podem causar sintomas parecidos, como:
Nesses casos, o gastroenterologista pode pedir exames de sangue, fezes ou respiratórios, de acordo com os sintomas e com a suspeita. Para investigar o excesso de bactérias no intestino delgado, por exemplo, o teste respiratório com glicose ou lactulose pode ajudar.
Mesmo assim, não existe um exame único capaz de confirmar a disbiose em todos os pacientes. Os testes que analisam as bactérias nas fezes ainda têm limitações e não devem ser usados sozinhos para definir o diagnóstico ou o tratamento.
Desconfortos depois de uma refeição pesada ou em períodos de estresse não significam, por si só, que a pessoa tenha disbiose. Assim, a consulta é importante quando os sintomas se tornam frequentes, atrapalham as atividades da rotina ou afetam a qualidade de vida.
Um especialista pode avaliar sintomas como barriga inchada, perda de peso sem explicação, sangue nas fezes ou cansaço que não melhora. O diagnóstico considera o histórico de saúde, o exame físico e, quando preciso, exames para investigar outras causas.
O cuidado depende da causa identificada e pode envolver mudanças na alimentação e nos hábitos diários. Probióticos ou prebióticos também podem fazer parte do tratamento em alguns casos, mas o uso deve seguir a orientação do profissional de saúde responsável.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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