Este tipo raro e agressivo de câncer bucal começa silencioso. Aprenda a reconhecer os sinais e a importância de agir rapidamente.
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Você se olha no espelho para escovar os dentes e nota algo diferente: uma pequena mancha escura na gengiva ou no céu da boca. A tendência inicial pode ser ignorar, pensando ser um pequeno hematoma. Contudo, essa pode ser a primeira manifestação de um melanoma oral, uma condição rara, mas que exige atenção imediata.
Oncologistas são os médicos indicados para o acompanhamento de cânceres. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
O melanoma de mucosa oral é um tipo de neoplasia maligna que se desenvolve a partir dos melanócitos, as células responsáveis por produzir melanina, o pigmento que dá cor à pele, cabelos e olhos.
Embora seja muito mais comum na pele, este tipo de câncer pode, em casos raros, surgir nas mucosas que revestem cavidades do corpo, como a boca e o nariz. Por ser um tumor agressivo, ele exige um rápido diagnóstico e diferenciação de outras lesões.
Representando menos de 1% de todos os melanomas, sua raridade não diminui sua gravidade. O melanoma oral tende a ser mais agressivo que sua contraparte cutânea.
Ele pode se manifestar tanto como uma mancha escura na gengiva ou no céu da boca, quanto como uma ferida rosada sem pigmentação. Esta última forma, conhecida como amelanótica, dificulta o diagnóstico precoce e contribui para que o câncer seja descoberto em estágios mais avançados.
Leia também: Como se iniciam os cânceres de pele?
A principal característica do melanoma oral em sua fase inicial é uma mancha (mácula) pigmentada, que pode ser marrom, preta, acinzentada, azulada ou até mesmo avermelhada. Ele surge muitas vezes de forma silenciosa, como uma mancha preta de crescimento lento e geralmente indolor. A ausência de dor contribui para o atraso na procura por ajuda profissional.
Com a progressão da doença, outros sinais podem surgir:
Os locais mais comuns para o surgimento do melanoma oral são a gengiva superior e o palato (céu da boca). É sobretudo no palato que estas manchas escuras indolores são frequentemente observadas. Embora possa ocorrer em outras áreas, a atenção a essas regiões é crucial para a detecção.
Embora a regra do ABCDE seja famosa para o melanoma de pele, podemos adaptá-la para ajudar na autoavaliação de lesões na boca. Fique atento a estas características:
É comum ter manchas escuras na boca que não são câncer. A avaliação de um especialista é indispensável, mas conhecer as diferenças pode ajudar a reduzir a ansiedade e a saber quando se preocupar. A seguir, uma comparação entre as lesões pigmentadas mais comuns.
Diferentemente do melanoma de pele, o melanoma de mucosa oral não tem uma associação clara com a exposição aos raios ultravioleta (UV) do sol. Sua etiologia ainda não é completamente compreendida, mas acredita-se que seja multifatorial. Inclusive, ele pode surgir de pigmentações benignas existentes, sem qualquer relação com traumas físicos na boca.
Fatores genéticos parecem desempenhar um papel importante. Não existem fatores de risco bem estabelecidos como tabagismo ou etilismo, que são fortemente ligados a outros tipos de câncer de boca, como o carcinoma espinocelular.
O diagnóstico definitivo do melanoma oral só pode ser feito por meio de uma biópsia. O procedimento consiste na remoção de um pequeno fragmento da lesão para análise em laboratório (exame histopatológico).
O dentista, especialmente o especialista em estomatologia, é frequentemente o primeiro profissional a identificar uma lesão suspeita durante um exame de rotina. Caso haja suspeita, ele encaminhará o paciente a um cirurgião de cabeça e pescoço ou oncologista para investigação e tratamento adequados.
Sim, o melanoma oral pode ter cura, mas o prognóstico está diretamente ligado ao diagnóstico precoce. Quando a lesão é identificada em sua fase inicial, ainda restrita à camada superficial da mucosa, as chances de sucesso com o tratamento são significativamente maiores.
O tratamento principal é a remoção cirúrgica completa do tumor com margens de segurança. Dependendo do estágio da doença e de sua extensão, tratamentos complementares como radioterapia, imunoterapia ou terapia-alvo podem ser indicados.
A recomendação é clara: qualquer lesão pigmentada nova na boca, ou uma mancha antiga que apresente qualquer tipo de alteração, deve ser avaliada por um profissional. Não espere por dor ou desconforto.
Agende uma consulta se você notar:
Visitas regulares ao dentista são a melhor forma de prevenção e detecção precoce não apenas do melanoma, mas de diversas outras doenças bucais.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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