A prática de exercícios é não apenas permitida, mas fundamental no tratamento de doenças reumatológicas, desde que com supervisão.
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Acordar com as articulações rígidas, sentir que cada movimento exige um esforço extra e pensar que o repouso é o único remédio. Essa é uma realidade comum para muitas pessoas que convivem com doenças reumatológicas, gerando uma dúvida frequente: quem tem reumatismo pode fazer academia?
Estudos recentes confirmam que a resposta é sim: quem tem reumatismo pode e deve fazer academia. A prática de exercícios de academia é considerada segura e altamente recomendada para a maioria das pessoas que convivem com doenças reumáticas. Exercícios supervisionados fortalecem os músculos, protegem as articulações, aliviam dores crônicas e melhoram de forma significativa a qualidade de vida.
O receio de que o esforço físico possa piorar a dor ou causar lesões é compreensível. A ciência e a prática clínica mostram exatamente o contrário. O movimento orientado é uma das ferramentas mais poderosas para controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.
Reumatologistas são os médicos indicados para esse tipo de acompanhamento e indicação de tratamentos de acordo com o quadro e necessidade do paciente. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
Por muito tempo, o repouso foi a principal recomendação para pacientes com quadros de artrite reumatoide, lúpus, espondilite anquilosante ou artrose. Hoje, sabe-se que a inatividade prolongada pode agravar o quadro, levando à atrofia muscular, perda de flexibilidade e aumento da rigidez articular.
Contrariando essa antiga ideia, pesquisas mostram que exercícios físicos personalizados e progressivos são seguros e muito indicados. Eles melhoram o condicionamento físico, reduzem a fadiga crônica e ajudam a restaurar a mobilidade. Além disso, a prática de atividades físicas auxilia na diminuição do cansaço e da inflamação, contribuindo também para o fortalecimento muscular e a saúde mental.
Assim, a prática regular de atividade física supervisionada atua como parte integrante do tratamento. Os benefícios são sistêmicos e impactam diretamente na gestão da doença e no bem-estar geral do paciente.
A inclusão de uma rotina de treinos adaptada traz vantagens que vão muito além do controle de peso. Cada movimento planejado contribui para quebrar o ciclo de dor e inatividade. Os principais ganhos incluem:
Os exercícios supervisionados são fundamentais para fortalecer os músculos e, assim, proteger as articulações de forma mais eficaz.
Essa prática comprovadamente alivia dores crônicas e ajuda a reduzir a ansiedade.
Os exercícios personalizados e progressivos são indicados para devolver a mobilidade.
Estudos indicam que a musculação, por exemplo, é segura e contribui para diminuir a ansiedade e as dores nas articulações.
A melhor modalidade é aquela que respeita as suas condições e objetivos. Um programa de exercícios ideal costuma combinar diferentes tipos de estímulos. Sempre discuta as opções com seu reumatologista e com o profissional de educação física.
Melhoram a capacidade cardiovascular sem forçar as articulações. As melhores opções são caminhada em terreno plano, bicicleta ergométrica, natação e hidroginástica. A água, em especial, ajuda a sustentar o peso do corpo, facilitando movimentos que seriam dolorosos em solo.
Essencial para a proteção articular. O foco não é levantar cargas altas, mas sim realizar movimentos controlados com cargas leves a moderadas, priorizando a execução correta.
Exercícios como agachamentos e levantamento de pesos leves podem ser feitos, desde que adaptados para não causar dor. A musculação é segura e ajuda a reduzir as dores nas articulações.
Leia também: Veja como montar uma rotina de exercícios de musculação
Atividades como pilates e ioga adaptada são excelentes para melhorar a flexibilidade, a postura e o equilíbrio, prevenindo quedas. O alongamento suave após as sessões de treino também é fundamental para relaxar a musculatura.
A regra de ouro é: respeite os sinais do seu corpo. É normal sentir um leve desconforto muscular após o treino, mas a dor articular aguda é um sinal de alerta.
Durante uma crise inflamatória, quando a articulação está quente, inchada e muito dolorida, a atividade física deve ser suspensa. Nesses períodos, o repouso relativo é mais indicado. Forçar a articulação inflamada pode piorar a lesão e a dor. Assim que a crise passar, o retorno aos treinos deve ser gradual e sempre com orientação profissional.
Iniciar uma rotina de exercícios exige planejamento e, acima de tudo, segurança. Ignorar certas etapas pode, de fato, trazer riscos. Siga um protocolo claro para garantir apenas os benefícios da prática.
O ponto de partida é sempre uma consulta com seu médico reumatologista. Ele irá avaliar o estágio da sua doença, quais articulações estão mais afetadas e se há alguma limitação específica, fornecendo a liberação para a prática de exercícios.
Com o aval médico, procure um profissional de educação física ou um fisioterapeuta. Esse especialista irá montar um programa de treino individualizado, respeitando suas limitações e progredindo de forma gradual e segura. A comunicação entre a equipe de saúde é fundamental para garantir a efetividade dos exercícios supervisionados.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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