As queimaduras infantis são ferimentos na pele causados pelo contato com calor ou eletricidade; a prevenção e os cuidados logo após o acidente ajudam a evitar complicações
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Os primeiros cuidados depois de uma queimadura infantil incluem afastar a criança da fonte de calor, colocar a área atingida em água corrente em temperatura ambiente por cerca de 20 minutos e evitar o uso de produtos caseiros sobre a pele.
As queimaduras são ferimentos que podem atingir diferentes camadas da pele. A gravidade depende da profundidade e do tamanho da área afetada. Em crianças, a pele é mais fina e pode sofrer danos com maior facilidade em alguns acidentes.
Os acidentes acontecem principalmente dentro de casa, com situações envolvendo líquidos quentes, fogo, objetos aquecidos, produtos químicos ou eletricidade. A prevenção depende de identificar os riscos do lugar e manter os pequenos afastados das fontes de perigo.
Pediatras são os médicos que atendem crianças com queimaduras, fazendo o diagnóstico e indicando o tratamento certo. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A pele das crianças, principalmente nos primeiros anos de vida, é mais fina e sensível do que a dos adultos. Por isso, uma temperatura que causaria uma queimadura leve em um adulto pode provocar uma lesão mais profunda em uma criança.
A pouca noção de perigo e a fase de descobertas também aumentam o risco de acidentes, especialmente entre crianças menores de cinco anos, que são mais vulneráveis a queimaduras causadas por líquidos quentes.
Outro ponto importante é que o corpo dos pequenos é menor. Por isso, uma queimadura que parece mínima pode atingir uma parte maior da superfície corporal, o que aumenta o risco de complicações, como desidratação e infecções.
A maioria dos casos de queimaduras infantis acontece dentro de casa, em locais onde a criança passa boa parte do tempo e que costumam ser vistos como seguros pelos adultos. No geral, as causas mais comuns envolvem:
Independente da causa, a gravidade da queimadura depende da profundidade da lesão, do tamanho da área afetada, da parte do corpo e da idade da criança. Nesse caso, lesões no rosto, nas mãos, nos pés, nos genitais ou nas articulações precisam de mais atenção.
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Os primeiros cuidados depois de uma queimadura podem ajudar a aliviar a dor, reduzir os danos à pele e diminuir o risco de complicações. Nesses momentos, é importante manter a calma e seguir algumas orientações:
Até a criança receber atendimento, não estoure bolhas nem passe pomadas, cremes ou receitas caseiras, como pasta de dente, manteiga, óleo, café em pó ou clara de ovo, sobre a queimadura, porque esses produtos não ajudam na cicatrização, podem aumentar o risco de infecção e ainda dificultam a avaliação da lesão pelo pediatra.
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Muitas medidas caseiras ainda são usadas para tentar aliviar queimaduras, mas podem piorar a lesão, aumentar o risco de infecção e dificultar a avaliação médica. Por isso, não aplique gelo direto sobre a pele, pois o frio intenso pode causar mais danos ao tecido.
Também não use pasta de dente, pó de café, manteiga, clara de ovo, folhas, pomadas caseiras ou qualquer outro produto sem orientação médica, já que essas substâncias não ajudam na cicatrização e podem contaminar a ferida.
Outra orientação é não estourar as bolhas que se formam. Elas funcionam como uma proteção natural da pele e ajudam no processo de cicatrização. Da mesma forma, não tente retirar roupas, tecidos ou qualquer outro material que esteja grudado na queimadura.
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A gravidade de uma queimadura depende da profundidade da lesão na pele. Sendo assim, quanto mais profundas forem as camadas atingidas, maior tende a ser o risco de complicações e mais complexo pode ser o tratamento:
O tempo de recuperação também depende do grau da queimadura. Lesões leves costumam cicatrizar mais rápido, enquanto as mais profundas podem precisar de curativos específicos, acompanhamento médico e, em alguns casos, tratamentos para recuperar a pele.
Algumas queimaduras precisam de atendimento médico na hora. A criança deve ser levada ao pronto-socorro quando a lesão for de segundo ou terceiro grau, atingir uma área maior do que a palma da própria mão ou estiver localizada no rosto, nas mãos, nos pés, no pescoço, nas articulações ou na região genital.
Também é importante procurar atendimento quando a queimadura for causada por eletricidade ou produtos químicos, envolver toda a volta de um braço, de uma perna ou de outra parte do corpo, ou quando a criança apresentar dificuldade para respirar.
Nos casos mais graves, o tratamento pode exigir internação hospitalar. Dependendo da lesão, a equipe médica pode usar recursos específicos para proteger a área queimada e favorecer a cicatrização da pele, como curativos especiais e outras terapias indicadas conforme a necessidade de cada criança.
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A prevenção é a melhor forma de evitar queimaduras infantis. E, como a maioria desses acidentes acontece dentro de casa, algumas mudanças na organização do ambiente e na rotina da família já podem diminuir bastante o risco.
Na cozinha, prefira usar as bocas de trás do fogão e mantenha os cabos das panelas virados para dentro, evitando que a criança consiga alcançá-los e derrubar recipientes quentes. Também é importante não segurar a criança no colo enquanto prepara ou transporta líquidos e alimentos quentes, pois um movimento já pode causar um acidente.
Outros cuidados envolvem manter fósforos, isqueiros, álcool e produtos inflamáveis em locais altos e fora do alcance das crianças. Além disso, evite toalhas de mesa compridas, já que elas podem ser puxadas pelos pequenos e provocar a queda de objetos quentes.
Outros cuidados envolvem reduzir o contato das crianças com fontes de calor e eletricidade. Por isso, é importante usar protetores nas tomadas e manter fios e cabos elétricos organizados, escondidos ou fora do alcance, para que sejam puxados e colocados na boca.
Durante o banho, não se deve esquecer de ajustar a temperatura do aquecedor de água do chuveiro para um nível seguro e testar a água antes de colocar a criança.
Os pais também precisam guardar o ferro de passar roupas e outros aparelhos que aquecem logo depois do uso, incluindo os fios. No geral, velas e objetos com chama acesa devem ficar longe de crianças e de materiais que podem pegar fogo, como tecidos e papéis.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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