Revisado em: 13/05/2026
Resuma este artigo com IA:
O hantavírus é uma doença grave transmitida pelo contato com fezes, urina e saliva de ratos; a identificação rápida dos sintomas ajuda a evitar complicações nos pulmões

O hantavírus é transmitido pelo contato com fezes, urina e saliva de ratos silvestres contaminados. A infecção pode causar febre, dores no corpo e falta de ar. Em alguns casos, o quadro evolui rápido e afeta os pulmões.
O assunto ganhou destaque depois de casos da doença em um navio de cruzeiro no Oceano Atlântico. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 12 de maio de 2026, ao menos 11 pessoas tiveram diagnóstico confirmado e três morreram.
No Brasil, o Ministério da Saúde trata a hantavirose como uma doença grave. Os casos costumam acontecer em áreas rurais, galpões, depósitos, lavouras e ambientes fechados com presença de ratos. O diagnóstico rápido ajuda a reduzir o risco de complicações.
Infectologistas são os médicos que atendem de forma primária quadros como a hantavirose, fazendo o diagnóstico e indicando o tratamento certo. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
O hantavírus é um grupo de vírus transmitidos principalmente por ratos silvestres infectados. Nas pessoas, a infecção recebe o nome de hantavirose e pode afetar os pulmões e o coração, causando problemas respiratórios que exigem atenção médica.
A hantavirose é uma doença transmitida de animais para humanos, por isso, é chamada de zoonose. Os ratos que carregam o vírus podem espalhar partículas contaminadas pela urina, saliva e fezes, mesmo sem aparentar estar doentes.
Os casos no Brasil acontecem com mais frequência em áreas rurais. Dados da Secretaria de Saúde do Paraná, por exemplo, mostram que o estado registrou mais de 2,6 mil casos suspeitos entre 2007 e 2024, com taxa de mortalidade próxima de 40%.
A hantavirose é causada por um vírus encontrado principalmente em ratos silvestres infectados. Depois que o patógeno entra no organismo da pessoa pelo contato com fezes, urina e saliva contaminadas, pode afetar vasos sanguíneos, pulmões e outras partes do corpo.
Segundo o Ministério da Saúde, diferentes tipos de ratos podem transmitir a doença. A presença desses animais em galpões, depósitos, plantações e ambientes fechados aumenta o risco de contaminação.
Leia também: Leptospirose: entenda o que é, sintomas, riscos e prevenção da doença
A transmissão do hantavírus acontece principalmente quando a pessoa respira partículas contaminadas no ar. Isso pode ocorrer em locais com fezes, urina e saliva de ratos infectados, principalmente durante limpezas que levantam poeira.
Ambientes fechados e pouco ventilados apresentam maior risco. Galpões, depósitos, celeiros, paióis, plantações e casas fechadas por muito tempo estão entre os locais mais ligados aos casos da doença.
Mesmo assim, o microrganismo também pode entrar no corpo humano em outras situações, como:
O tempo entre a contaminação e o início dos sintomas costuma variar de uma a cinco semanas. Por isso, muitas pessoas não percebem na hora o contato com o vírus.
Leia também: Leptospirose tem cura? Entenda como ocorre, tratamento e prevenção
A transmissão do hantavírus de uma pessoa para outra é rara. Segundo o Ministério da Saúde e a OMS, a maioria dos casos acontece depois do contato das pessoas com locais contaminados por ratos infectados.
Os casos de transmissão entre pessoas foram registrados principalmente na Argentina e no Chile. Todos eles estavam ligados ao hantavírus Andes, um tipo específico do vírus encontrado na América do Sul.
Até o momento, não existe confirmação de transmissão entre pessoas nos casos registrados no Brasil. Por isso, a principal forma de prevenção continua sendo evitar contato com fezes, urina e saliva de ratos silvestres.
Os sintomas do hantavírus costumam aparecer aos poucos e podem ser confundidos com gripe, virose ou outras infecções comuns. Por isso, muitas pessoas não percebem a doença nos primeiros dias. O quadro costuma evoluir em duas fases e pode piorar rápido.
Na fase inicial, as manifestações clínicas geralmente duram de três a seis dias e podem incluir:
Depois desse período, alguns pacientes podem desenvolver a fase cardiopulmonar, considerada a forma mais grave da doença. Nessa etapa, o patógeno afeta os pulmões e dificulta a passagem de oxigênio pelo corpo, com sintomas como:
A piora do processo infeccioso pode acontecer em poucas horas. Por isso, ter falta de ar depois da febre e do contato com locais onde é possível ter ratos exige atendimento médico imediato.
O diagnóstico da hantavirose é feito com a análise dos sintomas, do histórico do paciente e de exames de sangue. O médico também investiga se a pessoa teve contato recente com locais onde pode ter ratos silvestres, como galpões, depósitos, plantações e áreas rurais.
Como os sinais da doença podem ser parecidos com os de gripe, dengue e outras infecções, os exames ajudam a confirmar o problema e identificar possíveis complicações, sendo os principais:
Segundo o Ministério da Saúde, casos suspeitos precisam de avaliação rápida, principalmente quando existem sintomas respiratórios. Em muitos pacientes, a confirmação diagnóstica só acontece durante a internação no hospital.
Leia também: Hipertensão pulmonar arterial: saiba o que é e quando ir ao médico
O tratamento da hantavirose é feito para controlar os sintomas e reduzir o risco de complicações. Até o momento, não existe um remédio específico capaz de curar a infecção causada pelo hantavírus.
Nos casos leves, o paciente pode precisar de hidratação, medicamentos para aliviar os sinais e acompanhamento médico. Já nos quadros mais graves, a internação costuma ser necessária para acompanhar a respiração, os batimentos do coração e a pressão arterial.
Assim, quando a doença afeta os pulmões, o tratamento pode incluir:
No Brasil, o Ministério da Saúde determina que a hantavirose é uma doença de notificação obrigatória, o que significa que casos suspeitos e confirmados precisam ser informados rápido aos órgãos de saúde para investigação e monitoramento.
A hantavirose pode ter cura quando o diagnóstico e o tratamento acontecem na hora certa e do jeito certo. Muitas pessoas conseguem se recuperar com acompanhamento médico e cuidados para controlar o quadro clínico e evitar complicações.
Mesmo assim, a doença pode piorar em pouco tempo, principalmente nos casos em que os pulmões são afetados. Por isso, procurar atendimento médico nos primeiros sinais respiratórios aumenta as chances de recuperação.
No geral, a evolução depende da gravidade da infecção, do estado de saúde do paciente e da rapidez no início do tratamento. Pessoas atendidas nas fases iniciais costumam apresentar melhores resultados.
Depois da recuperação, alguns pacientes ainda podem precisar de acompanhamento para avaliar a recuperação dos pulmões e do organismo como um todo.
A prevenção da hantavirose envolve cuidados para evitar contato com ratos silvestres e ambientes contaminados. Como o vírus pode estar na urina, nas fezes e na saliva desses animais, manter os locais limpos e bem cuidados ajuda a diminuir o risco de infecção.
Então, é importante:
Pessoas que trabalham em áreas rurais, depósitos, galpões e plantações também precisam usar equipamentos de proteção em atividades com risco de contato com ratos. Máscaras, luvas, avental e óculos ajudam a reduzir o risco de contaminação.
Leia também: Remédio pra virose: veja o que funciona no tratamento dos sintomas
É importante procurar atendimento médico rápido quando os sintomas aparecerem depois do contato com locais onde pode haver ratos silvestres. Nesse caso, febre, dores no corpo, cansaço forte e dificuldade para respirar merecem atenção.
A falta de ar é um dos principais sinais de alerta. Quando ela aparece junto com febre, tosse seca, respiração acelerada ou sensação de pressão no peito, o risco de agravamento aumenta e a ida ao hospital não deve ser adiada.
Também é importante buscar um atendimento com profissionais da saúde em casos de tontura, pressão baixa, coração acelerado, piora rápida dos sintomas e sinais de desidratação provocados por vômitos e diarreia.
O Ministério da Saúde diz que começar o tratamento rápido ajuda a reduzir o risco de complicações graves. O paciente também deve informar ao médico sobre possível contato com ratos ou ambientes contaminados, pois isso ajuda na identificação da doença.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES