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Teste para saber se tenho câncer de intestino: quais devem ser feitos?

A colonoscopia é essencial para diagnóstico e prevenção do câncer de intestino; o sangue oculto nas fezes pode indicar alterações intestinais 

Resumo
  • O rastreamento do câncer de intestino é recomendado para a população geral a partir dos 45 anos e é priorizado por especialistas pela sua eficácia
  • O primeiro passo costuma ser o teste de sangue oculto nas fezes (FIT), um exame não invasivo feito em casa, que é crucial para a detecção inicial
  • A colonoscopia é o exame mais completo, pois permite visualizar o intestino, realizar biópsias e remover pólipos, sendo o padrão-ouro para diagnóstico e prevenção
  • Sintomas como sangue nas fezes ou mudanças no hábito intestinal persistentes exigem avaliação médica imediata
  • O diagnóstico precoce, através desses testes, aumenta significativamente as chances de um tratamento bem-sucedido e a remoção de pólipos antes que virem câncer
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A preocupação com o câncer de intestino pode surgir, especialmente se há casos na família. A boa notícia é que a medicina oferece métodos eficazes para a detecção precoce. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA) a neoplasia é um dos cinco tipos mais comuns em homens (10,3%) e mulheres (10,5%). 

O rastreamento é considerado altamente eficaz. Os testes costumam identificar a doença precocemente e assegurar um tratamento adequado. Entender quais são aqueles disponíveis é o primeiro passo para o cuidado preventivo. Exames simples podem fazer toda a diferença no diagnóstico precoce. Agende sua consulta na Rede Américas.

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Teste para saber se tenho câncer de intestino?

diagnóstico do câncer colorretal geralmente começa com um teste de rastreio simples e, se necessário, avançando para um exame diagnóstico mais detalhado. Os dois pilares desse processo são o teste de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia. Para saber se há risco de câncer de intestino, esses exames são essenciais para identificar a doença em seus estágios iniciais.

Teste de sangue oculto nas fezes (FIT)

O teste imunoquímico fecal, conhecido como FIT (do inglês, Fecal Immunochemical Test), é o método de rastreio inicial mais indicado. Ele é projetado para detectar quantidades mínimas de sangue nas fezes, que não são visíveis a olho nu e podem ser um sinal precoce de pólipos ou tumores. 

Este exame serve como um importante rastreamento inicial. Sua principal vantagem é não ser invasivo. Ele pode ser coletado em casa, com um kit fornecido por um laboratório ou serviço de saúde. 

A pesquisa de sangue nas fezes anualmente é considerada uma das melhores opções para saber se há risco de câncer de intestino. Se o resultado for negativo, o teste geralmente se mantém nessa frequência. Um resultado positivo não significa um diagnóstico de câncer, mas indica a necessidade de uma investigação mais aprofundada, geralmente com uma colonoscopia.

Colonoscopia

A colonoscopia é considerada o exame padrão-ouro para o diagnóstico e prevenção do câncer de intestino. Por meio de um tubo fino e flexível com uma câmera na ponta (colonoscópio), o médico consegue visualizar toda a parede interna do intestino grosso e a parte final do intestino delgado. 

O procedimento é realizado com sedação para garantir o conforto do paciente. Este exame é essencial para identificar e remover pólipos precocemente, antes que se transformem em câncer. A colonoscopia é fundamental por três motivos:

  • Diagnóstico preciso: permite a visualização direta de lesões suspeitas, sendo crucial para saber se há câncer de intestino
  • Biópsia: se uma área anormal é encontrada, o médico pode retirar pequenos fragmentos de tecido para análise (biópsia), confirmando ou descartando a presença de células cancerígenas
  • Prevenção: caso pólipos (lesões benignas que podem se tornar câncer) sejam identificados, eles podem ser removidos durante o mesmo procedimento, prevenindo a evolução da doença. A remoção precoce de pólipos é uma medida de prevenção eficaz

Existem outras opções de exames?

Outros exames podem ser utilizados em situações específicas, conforme a avaliação médica.

Retossigmoidoscopia

Similar à colonoscopia, mas mais curta, a retossigmoidoscopia examina apenas a porção final do intestino: o reto e o cólon sigmoide. É um procedimento mais rápido, mas por não avaliar o cólon inteiro, pode deixar de detectar lesões localizadas em outras partes do intestino.

Colonoscopia virtual (colonografia por tomografia computadorizada)

Este é um exame de imagem que utiliza uma tomografia computadorizada para criar imagens 3D do intestino. É menos invasivo que a colonoscopia convencional, mas também exige preparo intestinal. Se pólipos ou outras anormalidades forem encontrados, a forma tradicional será necessária para removê-los ou fazer a biópsia.

Exames de sangue

Não existe um exame de sangue de rotina para diagnosticar o câncer de intestino. Testes como o marcador tumoral CEA (antígeno carcinoembrionário) podem ser solicitados, mas geralmente servem para acompanhar a resposta ao tratamento em pacientes já diagnosticados, e não para o rastreio inicial.

Leia também: Como funciona o exame de sangue que detecta câncer no intestino 

Quando devo me preocupar e procurar um médico?

Independentemente da idade, certos sinais e sintomas devem servir de alerta para buscar uma avaliação médica especializada. Muitos deles podem ser causados por outras condições, como hemorroidas ou síndrome do intestino irritável, mas apenas um profissional pode fazer a diferenciação correta.

Fique atento se você apresentar:

  • Sangue visível (vermelho vivo ou escuro) nas fezes ou no vaso sanitário
  • Mudança persistente nos hábitos intestinais, como diarreia ou constipação que não melhoram
  • Sensação de que o intestino não esvazia completamente
  • Fezes mais finas que o habitual
  • Dor ou cólicas abdominais frequentes
  • Anemia sem causa aparente, detectada em exames de sangue
  • Perda de peso não intencional e cansaço extremo

Leia também: Sintomas de câncer no intestino feminino: entenda quais os riscos

Como funciona o rastreamento por idade e risco?

As diretrizes de rastreamento variam conforme o risco individual. O fator mais importante é o histórico familiar. A recomendação geral, segundo órgãos de saúde como a Organização Mundial da Saúde (OMS), é começar a prevenção a partir dos 45 anos.

Grupo de risco

Recomendação de rastreamento

População geral (sem sintomas ou histórico familiar)

Iniciar o rastreamento aos 45 anos, geralmente com o teste FIT anual ou colonoscopia a cada 10 anos

Alto risco (histórico pessoal ou familiar de câncer colorretal ou pólipos)

Iniciar o rastreamento mais cedo, muitas vezes aos 40 anos ou 10 anos antes da idade do parente mais jovem diagnosticado. A colonoscopia costuma ser o exame de escolha, com intervalos menores

O que acontece se um pólipo for encontrado?

Encontrar um pólipo durante a colonoscopia é uma situação comum e, na maioria das vezes, representa um ato de prevenção. Como mencionado, o médico remove a lesão durante o procedimento, um processo chamado polipectomia.

O achado é enviado para análise laboratorial para determinar sua natureza. Com base no resultado, o médico definirá o intervalo para o próximo procedimento de acompanhamento, garantindo que novas lesões sejam detectadas precocemente.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

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