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Reconhecer os primeiros sinais de um AVE é fundamental para buscar ajuda médica imediata e minimizar os riscos de sequelas

Você está conversando com alguém e, de repente, percebe algo estranho: a boca começa a cair de um lado, a fala fica enrolada, ou a pessoa perde a força em um dos braços. Esses podem ser os primeiros sinais de um Acidente Vascular Encefálico (AVE), popularmente conhecido como AVC ou derrame.
A rapidez na identificação desses sinais e na busca por atendimento médico é fundamental. Pacientes que recebem tratamento logo no início têm maiores chances de sobreviver e se recuperar.
Cada minuto conta para preservar a saúde do cérebro e evitar sequelas graves. Por isso, conhecer os sintomas pode salvar vidas. Ao menor sinal de alerta, procure atendimento. Para avaliação e prevenção, agende sua consulta conosco em um hospital da Rede Américas.
O Acidente Vascular Encefálico (AVE), mais conhecido como Acidente Vascular Cerebral (AVC), ocorre quando há uma interrupção do fluxo sanguíneo para uma parte do cérebro. Essa interrupção pode ser causada por um bloqueio (AVC isquêmico) ou por um rompimento de um vaso sanguíneo (AVC hemorrágico).
O resultado é a privação de oxigênio e nutrientes para as células cerebrais, levando à sua morte. As funções controladas pela área afetada podem ser comprometidas, manifestando-se como os sintomas abordados a seguir.
Leia também: Acidente vascular encefálico: causas, fatores de risco e como prevenir
O quadro clínico do AVC surge de forma súbita e pode variar de intensidade, dependendo da área do cérebro afetada e da extensão do dano. Veja a seguir.
Um dos sinais mais característicos é a assimetria na face. A pessoa pode ter um lado da boca caído ou não conseguir sorrir de forma simétrica.
Essas características se tornam evidentes ao pedir para o indivíduo sorrir ou mostrar os dentes. Reconhecer a boca torta e a perda de força rapidamente é essencial para que os médicos possam diferenciar a gravidade da lesão precocemente.
A fraqueza ou a dormência repentina em um dos lados do corpo é comum. Isso pode afetar o rosto, um braço ou uma perna. Muitas vezes, a pessoa não consegue levantar um dos braços ou mantê-lo levantado ao mesmo nível do outro.
Identificar a fraqueza súbita no braço e na mão é um sinal importante para reconhecer o acidente vascular encefálico e buscar socorro médico imediatamente. Assim é possível que os profissionais de saúde possam determinar a gravidade do caso com agilidade.
O AVC pode afetar a capacidade de se comunicar. A fala pode ficar arrastada, enrolada ou incompreensível (disartria), e a pessoa pode ter dificuldade para encontrar as palavras certas ou para entender o que lhe é dito (afasia).
Embora não seja o sintoma mais comum no AVC isquêmico, uma dor de cabeça muito forte, que surge de repente e é descrita como a "pior dor de cabeça da vida", é um sinal de alerta fundamental.
A manifestação clínica é mais frequente no AVC hemorrágico. A dor de cabeça intensa, acompanhada de fraqueza súbita no rosto e nos braços e tontura repentina, requer atenção imediata para identificar um derrame.
A visão também pode ser afetada, com a pessoa experimentando visão dupla, turva ou a perda súbita de visão em um ou ambos os olhos.
A perda súbita de equilíbrio, vertigem ou dificuldade para caminhar sem coordenação podem indicar um AVC, especialmente se acompanhados de outros sintomas neurológicos. A tontura repentina, junto com fraqueza súbita no rosto e nos braços e uma dor de cabeça intensa, é um sinal que exige atenção imediata para o reconhecimento de um derrame.
Alguns indivíduos podem apresentar confusão mental repentina, desorientação ou alteração do estado de consciência. Isso pode incluir dificuldade para entender ordens simples ou para reconhecer pessoas e lugares.
Para facilitar a identificação dos sinais, existe um método chamado FAST, um acrônimo em inglês (Face, Arms, Speech, Time) que pode ser adaptado para o português como SAMU (Sorriso, Abraço, Música e Urgente).
Essa técnica simples ajuda a reconhecer os sinais rapidamente:
A principal diferença nos sintomas entre os tipos de acidente vascular encefálico está na presença ou intensidade da dor de cabeça. No AVC isquêmico, que corresponde à maioria dos casos, ela pode estar ausente ou ser leve.
Já no AVC hemorrágico, a dor de cabeça súbita e extremamente intensa é um sintoma marcante e quase sempre presente. Ambos os tipos, porém, podem apresentar os sinais neurológicos listados acima, como fraqueza e dificuldade na fala.
Embora os sintomas clássicos sejam os mesmos para homens e mulheres, algumas mulheres podem apresentar sintomas atípicos que são menos reconhecidos. Entre eles, estão:
É importante estar ciente dessas manifestações menos comuns para não atrasar o diagnóstico e tratamento.
Se você ou alguém próximo apresentar um ou mais sinais de acidente vascular encefálico, a ação imediata é essencial. Veja abaixo o que pode ser feito:
Lembre-se: "tempo é cérebro". Quanto mais rápido o atendimento, maiores as chances de recuperação e menor o risco de sequelas permanentes. Pacientes tratados logo no início têm melhores perspectivas de sobrevivência e recuperação, reforçando a importância de identificar e agir rapidamente ao reconhecer os sintomas.
O termo "AVC silencioso" refere-se a AVCs que ocorrem sem manifestações perceptíveis ou com sintomas tão leves que não são reconhecidos. Eles são detectados, muitas vezes, em exames de imagem feitos por outras razões e podem causar danos cerebrais cumulativos ao longo do tempo.
O "AVC por estresse" não é uma terminologia médica, mas o estresse crônico é um fator de risco que pode contribuir para o desenvolvimento de hipertensão arterial e outras condições que aumentam a chance de desenvolver um AVC. A prevenção, através do controle de fatores de risco como pressão alta, diabetes, colesterol elevado, tabagismo e sedentarismo, é a melhor forma de evitar todos os tipos.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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