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O zika vírus é transmitido principalmente pela picada do mosquito Aedes aegypti; em gestantes, a infecção pode causar microcefalia e outros problemas no bebê

Os sintomas do zika em gestantes incluem febre baixa, manchas na pele, coceira, dor nas articulações e olhos vermelhos. A infecção acontece, na maioria das vezes, pela picada do mosquito Aedes aegypti. A transmissão também pode ocorrer por relação sexual.
Na gravidez, o vírus pode passar para o bebê pela placenta. Esse quadro está ligado à Síndrome Congênita do Zika, que inclui microcefalia e alterações no sistema nervoso.
Nem toda gestante apresenta sintomas. Mesmo assim, o vírus pode afetar o desenvolvimento do bebê. O diagnóstico envolve avaliação médica e exames, e a prevenção inclui evitar o mosquito e adotar medidas de proteção.
Ginecologistas são os médicos que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento de gestantes com zika vírus. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A infecção pelo zika vírus nem sempre causa sintomas, mas pode apresentar alguns sinais em gestantes. O reconhecimento desses fatores ajuda no diagnóstico precoce e no acompanhamento médico adequado.
Os sintomas do zika em gestantes costumam ser leves e duram de quatro a sete dias. Mesmo assim, é importante ficar atenta a:
Os sintomas podem aparecer de formas diferentes em cada gestante. Em caso de suspeita, a avaliação médica com um ginecologista ajuda a confirmar o diagnóstico e orientar o acompanhamento do quadro ao longo da gravidez.
Segundo o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), até 80% das pessoas infectadas pelo zika vírus não têm sintomas. Isso também pode acontecer com gestantes, o que dificulta a identificação do quadro.
Mesmo sem sinais na mãe, o vírus pode ser transmitido para o bebê e causar complicações. Assim, o acompanhamento médico durante a gestação é importante para reduzir riscos no desenvolvimento do bebê.
Os sintomas do zika podem ser confundidos com os de dengue e chikungunya, já que as três doenças são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. No entanto, existem algumas diferenças que ajudam na identificação.
No zika, a febre costuma ser mais baixa e durar menos tempo. As manchas na pele e a coceira também aparecem com mais frequência e podem ser mais intensas.
Já as dores nas articulações geralmente são mais leves do que na chikungunya, que costuma causar desconfortos mais fortes e prolongados. Outro sinal que aparece com mais frequência no zika é a conjuntivite, com olhos vermelhos.
Leia também: O que é zika vírus? Entenda sintomas, transmissão e riscos
A principal preocupação com o zika na gravidez é a possibilidade de causar danos ao desenvolvimento do bebê. Esse efeito diferencia o quadro de outras doenças transmitidas pelo mesmo mosquito.
Gestantes infectadas podem passar o vírus para o bebê pela placenta, o que é chamado de transmissão vertical. Isso pode acontecer em qualquer fase da gravidez, embora o risco e a gravidade das complicações possam variar ao longo da gestação.
Mesmo quando a mãe tem sintomas leves, o vírus pode atravessar a placenta e atingir o bebê em desenvolvimento, o que pode afetar o cérebro e levar a microcefalia e outras alterações neurológicas.
A infecção por zika durante a gravidez pode causar alterações no bebê, reunidas na chamada Síndrome Congênita do Zika. A microcefalia, quando a cabeça do bebê é menor por causa do desenvolvimento incompleto do cérebro, é a mais conhecida. No entanto, essa síndrome também pode envolver outras alterações, como:
O primeiro trimestre da gravidez é o período mais sensível para o bebê, já que é quando os órgãos e o sistema nervoso estão em formação. Nessa fase, o risco de o vírus passar para o bebê é maior.
Por isso, o acompanhamento médico desde o início da suspeita é importante. Mesmo em fases mais avançadas da gestação, a infecção por zika ainda pode afetar o desenvolvimento do cérebro e da visão do bebê.
Em casos mais graves, a infecção por zika durante a gravidez pode causar complicações. Além de poder afetar a placenta e o sistema nervoso do bebê, o vírus pode, em situações mais severas, causar aborto espontâneo ou morte do feto.
O diagnóstico precoce e a intervenção médica são importantes para diminuir os riscos da infecção por zika na gravidez. A orientação profissional deve ser procurada ao menor sinal de alerta.
Se a gestante apresentar sintomas como manchas na pele, febre baixa, dores nas articulações ou conjuntivite, ou tiver passado por áreas com circulação do vírus, a avaliação médica deve ser procurada com rapidez.
Mesmo quando os sinais são leves, o acompanhamento médico é necessário. Esse cuidado ajuda a garantir a melhor conduta para a mãe e o bebê, já que a infecção pode afetar o feto em diferentes fases da gestação.
Ao procurar atendimento médico, o profissional pode pedir exames para confirmar a infecção pelo zika vírus, como:
O acompanhamento de gestantes com zika precisa ser mais frequente e feito por uma equipe com diferentes especialistas, como ginecologista, infectologista e neurologista, além de outros profissionais, dependendo de cada caso.
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Atualmente, não existe um tratamento específico para o zika vírus. Sendo assim, o cuidado é feito para aliviar os sintomas da gestante e acompanhar de perto o desenvolvimento do bebê.
Para a gestante, o tratamento tem como objetivo aliviar os sintomas. No geral, o repouso ajuda na recuperação do organismo, enquanto a ingestão de líquidos em boa quantidade evita a desidratação.
Em alguns casos, o médico pode indicar remédios para dor e febre, como o paracetamol, sempre com orientação profissional por conta da gravidez. Medicamentos como aspirina e anti-inflamatórios devem ser evitados, pois podem trazer riscos durante a gestação.
Quando a infecção é confirmada, a gestação passa a ser acompanhada como de alto risco e exige mais atenção. Assim, exames e ultrassons são feitos com maior frequência para avaliar o crescimento e o desenvolvimento do bebê. O acompanhamento por diferentes especialistas ajuda a cuidar da saúde da mãe e do bebê de forma mais completa.
Além do acompanhamento médico, a equipe de saúde orienta a gestante ao longo do processo e tira dúvidas. Esse apoio ajuda a lidar com as preocupações e passa mais segurança durante a gestação. O objetivo é sempre oferecer o melhor cuidado possível.
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A prevenção é o jeito mais eficaz de evitar a infecção pelo zika vírus e proteger a saúde da gestante e do bebê. Nesse sentido, o combate ao mosquito Aedes aegypti depende da participação de todos.
O Aedes aegypti se reproduz em água parada, por isso alguns cuidados são importantes. Não se deve deixar água acumulada em vasos de plantas, pneus, garrafas ou outros recipientes. Já as caixas d’água e os tonéis precisam ficar bem fechados.
As calhas devem ser limpas com regularidade para evitar acúmulo de água. Nos vasos de plantas, é indicado colocar areia nos pratos. Por fim, o lixo deve ser descartado em sacos fechados e mantido em lixeiras tampadas.
Além de eliminar os focos do mosquito, a gestante também pode adotar medidas de proteção pessoal. Nesse caso, o uso de repelentes indicados para grávidas deve seguir as orientações do fabricante e do médico.
Roupas de manga longa e calças também ajudam a reduzir a exposição, principalmente nos horários em que o mosquito é mais ativo, como no amanhecer e no entardecer. A instalação de telas em janelas e portas ajuda a evitar a entrada do mosquito em casa, enquanto o uso de mosquiteiros sobre a cama é indicado, especialmente durante o sono.
Durante a gestação, é recomendável evitar viagens para áreas com alta transmissão de zika vírus. Mas, quando a viagem não pode ser evitada, as medidas de prevenção contra picadas de mosquito devem ser reforçadas e a orientação do ginecologista deve ser buscada para avaliar riscos e cuidados.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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