Revisado em: 17/04/2026
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A herpes labial é uma infecção viral que pode voltar ao longo do tempo; o estresse e a baixa imunidade favorecem o aparecimento das lesões

A herpes labial é transmitida pelo contato direto com saliva, pele ou feridas de uma pessoa infectada. O vírus responsável é o herpes simples tipo 1 (HSV-1), que permanece no organismo do paciente mesmo depois da primeira infecção e pode voltar ao longo da vida.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 3,8 bilhões de pessoas com menos de 50 anos têm o vírus HSV-1, o que representa grande parte da população mundial. Muitas dessas pessoas não têm sintomas, mas ainda podem transmitir o vírus, especialmente quando aparecem bolhas ou feridas nos lábios.
O Ministério da Saúde indica que o contato com o vírus geralmente acontece na infância e, em muitos casos, a herpes labial não se manifesta nesse momento. Depois da infecção, o vírus segue inativo no corpo até ser reativado por estresse, febre ou queda da imunidade.
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A herpes labial é uma infecção viral que afeta os lábios e a região ao redor da boca. Ela causa bolhas com líquido que, depois de se romperem, formam crostas. Apesar do desconforto e da dor, na maioria dos casos a lesão some em cerca de uma semana.
Essa condição é frequente e atinge mais da metade da população mundial em algum momento da vida. A herpes labial é contagiosa e pode afetar a boca ou a região genital, já que os vírus que causam os dois quadros são parecidos. Muitos adultos contraem o vírus ainda na infância, e a primeira infecção costuma apresentar sintomas mais fortes.
A principal causa da herpes labial é o vírus herpes simples tipo 1 (HSV-1), que é contagioso e, depois da infecção, permanece no organismo por toda a vida. As lesões podem aparecer de novo em alguns momentos, principalmente quando a imunidade está mais baixa.
Depois da primeira infecção, o vírus HSV-1 vai para as células nervosas e permanece inativo no corpo da pessoa. Nesse caso, existem alguns fatores que podem reativar o vírus e causar o aparecimento das lesões nos lábios.
Entre os principais fatores estão estresse, exposição intensa ao Sol, febre, feridas na região dos lábios, alterações hormonais, como durante o ciclo menstrual, e queda da imunidade, como em casos de gripe ou resfriado.
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O vírus herpes simples tipo 1 (HSV-1) é transmitido com facilidade, principalmente pelo contato direto com uma pessoa infectada. Por ser contagioso, muitas pessoas entram em contato com o vírus ainda na infância, mesmo sem perceber.
A forma mais comum de transmissão da herpes labial é pelo contato direto com pessoas infectadas. Isso inclui o contato com lesões ativas, beijos ou mesmo a saliva. O vírus pode ser transmitido mesmo quando não existem feridas visíveis.
Além do contato físico, o vírus também pode ser transmitido por meio do compartilhamento de objetos pessoais. Talheres, copos, batons, toalhas e escovas de dente podem carregar partículas virais e, ao serem usados por outra pessoa, podem causar o contágio.
A transmissão do HSV-1 pode acontecer mesmo quando o paciente não tem feridas visíveis. Nesse caso, o vírus pode estar presente na saliva e ser transmitido antes do aparecimento das bolhas, quando a pessoa sente formigamento ou coceira nos lábios.
Além disso, o vírus pode ser transmitido em períodos sem sintomas, quando acontece a reativação silenciosa. Isso torna a prevenção mais difícil, já que nem sempre é possível saber quando existe o risco de contágio.
Depois que entra no organismo, o HSV-1 segue inativo e pode voltar a se manifestar quando alguns fatores afetam a imunidade ou a pele. O contágio acontece pelo contato direto com pessoas infectadas, e o vírus pode ser reativado por alguns gatilhos, como:
Esses fatores podem variar de pessoa para pessoa e nem sempre causam novas lesões. Ainda assim, observar o que costuma acontecer antes das crises pode ajudar a entender quando o vírus tende a se manifestar de novo.
Os sintomas da herpes labial geralmente aparecem em fases e podem variar de intensidade entre os pacientes. A identificação desses sinais ajuda no início do tratamento e na diminuição do risco de transmitir para outras pessoas.
No geral, as fases de manifestação da doença incluem:
Durante essas etapas, a pessoa também pode ter sensibilidade nos lábios, desconforto ao comer ou falar e, em alguns casos, mal-estar leve. A intensidade varia, mas as crises costumam seguir esse mesmo padrão.
Embora a herpes labial seja causada por um vírus da família herpes simples, a mesma que inclui o vírus da herpes genital (HSV-2), ela não é considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST). Ainda assim, a herpes labial pode afetar tanto a boca quanto a região genital, já que os tipos de vírus são parecidos e podem infectar diferentes áreas do corpo.
O sexo oral pode transmitir o vírus HSV-1 da boca para a região genital e também o contrário. Por isso, é importante diferenciar os sintomas da herpes labial de infecções sexualmente transmissíveis comuns, como:
Em qualquer situação, é importante procurar um médico para confirmar o diagnóstico, já que os sintomas de diferentes condições podem ser parecidos e causar confusão.
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A herpes labial não é considerada, de forma clássica, uma infecção sexualmente transmissível, porque a transmissão acontece, na maioria das vezes, pelo contato direto não sexual, como beijo ou compartilhamento de objetos que entram em contato com a boca.
Já a herpes genital costuma estar mais associada ao vírus herpes simples tipo 2 (HSV-2), transmitido principalmente pelo contato sexual.
Ainda assim, o vírus da herpes labial pode ser transmitido para a região genital durante o sexo oral, causando herpes genital, o que acontece porque os vírus são parecidos e podem infectar diferentes áreas do corpo.
Dessa forma, embora a herpes labial não seja considerada uma IST típica, a transmissão por contato sexual pode acontecer em algumas situações, o que torna essa classificação mais complicada.
A prevenção da herpes labial inclui tanto medidas para evitar o contágio inicial quanto cuidados para diminuir a frequência e intensidade das crises em quem já tem o vírus.
Para proteger a si e aos outros do vírus da herpes labial, é importante:
Esses cuidados são mais importantes quando surgem lesões nos lábios, já que o risco de transmissão é maior nesse período. Ainda assim, manter essas medidas no dia a dia ajuda a diminuir as chances de contágio.
Para quem já tem o vírus, é possível diminuir a frequência das reativações ao:
A frequência das crises varia de pessoa para pessoa e pode mudar com o tempo. Em muitos casos, os episódios se tornam menos frequentes ao longo dos anos, principalmente quando os fatores que favorecem o surgimento das lesões são controlados.
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A herpes labial geralmente se resolve sozinha, mas existem situações em que é necessário consultar um médico, como:
O médico poderá confirmar o diagnóstico, prescrever o tratamento certo com antivirais (em creme ou comprimidos) e orientar sobre as práticas de prevenção e manejo da condição. É importante nunca recorrer à automedicação.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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