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Herpes labial: como pega, quais os sintomas e o que fazer para evitar

A herpes labial é uma infecção viral que pode voltar ao longo do tempo; o estresse e a baixa imunidade favorecem o aparecimento das lesões

Resumo
  • A herpes labial é causada por um vírus transmitido pelo contato direto com saliva, pele ou feridas de uma pessoa infectada;
  • O vírus segue no organismo após a primeira infecção e pode voltar a se manifestar em momentos de estresse, exposição ao Sol, febre ou queda da imunidade;
  • A transmissão pode acontecer mesmo sem feridas visíveis, já que o vírus pode estar presente na saliva antes do surgimento das bolhas;
  • Os sintomas surgem em fases, começando com formigamento, seguido por bolhas, crostas e cicatrização em até duas semanas;
  • Evitar contato durante as crises, não compartilhar objetos pessoais e proteger os lábios do sol ajudam a diminuir o risco de contágio e novas lesões.
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A herpes labial é transmitida pelo contato direto com saliva, pele ou feridas de uma pessoa infectada. O vírus responsável é o herpes simples tipo 1 (HSV-1), que permanece no organismo do paciente mesmo depois da primeira infecção e pode voltar ao longo da vida.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 3,8 bilhões de pessoas com menos de 50 anos têm o vírus HSV-1, o que representa grande parte da população mundial. Muitas dessas pessoas não têm sintomas, mas ainda podem transmitir o vírus, especialmente quando aparecem bolhas ou feridas nos lábios.

O Ministério da Saúde indica que o contato com o vírus geralmente acontece na infância e, em muitos casos, a herpes labial não se manifesta nesse momento. Depois da infecção, o vírus segue inativo no corpo até ser reativado por estresse, febre ou queda da imunidade.

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O que é herpes labial e qual a causa?

A herpes labial é uma infecção viral que afeta os lábios e a região ao redor da boca. Ela causa bolhas com líquido que, depois de se romperem, formam crostas. Apesar do desconforto e da dor, na maioria dos casos a lesão some em cerca de uma semana.

Essa condição é frequente e atinge mais da metade da população mundial em algum momento da vida. A herpes labial é contagiosa e pode afetar a boca ou a região genital, já que os vírus que causam os dois quadros são parecidos. Muitos adultos contraem o vírus ainda na infância, e a primeira infecção costuma apresentar sintomas mais fortes.

O vírus herpes simplex tipo 1

A principal causa da herpes labial é o vírus herpes simples tipo 1 (HSV-1), que é contagioso e, depois da infecção, permanece no organismo por toda a vida. As lesões podem aparecer de novo em alguns momentos, principalmente quando a imunidade está mais baixa.

A latência do vírus no organismo

Depois da primeira infecção, o vírus HSV-1 vai para as células nervosas e permanece inativo no corpo da pessoa. Nesse caso, existem alguns fatores que podem reativar o vírus e causar o aparecimento das lesões nos lábios.

Entre os principais fatores estão estresse, exposição intensa ao Sol, febre, feridas na região dos lábios, alterações hormonais, como durante o ciclo menstrual, e queda da imunidade, como em casos de gripe ou resfriado.

Leia também: Herpes genital feminina: tratamento, como evitar e o que fazer em crises

Como a herpes labial é transmitida?

O vírus herpes simples tipo 1 (HSV-1) é transmitido com facilidade, principalmente pelo contato direto com uma pessoa infectada. Por ser contagioso, muitas pessoas entram em contato com o vírus ainda na infância, mesmo sem perceber.

Contato direto

A forma mais comum de transmissão da herpes labial é pelo contato direto com pessoas infectadas. Isso inclui o contato com lesões ativas, beijos ou mesmo a saliva. O vírus pode ser transmitido mesmo quando não existem feridas visíveis.

Compartilhamento de objetos pessoais

Além do contato físico, o vírus também pode ser transmitido por meio do compartilhamento de objetos pessoais. Talheres, copos, batons, toalhas e escovas de dente podem carregar partículas virais e, ao serem usados por outra pessoa, podem causar o contágio.

Transmissão mesmo sem lesões visíveis

A transmissão do HSV-1 pode acontecer mesmo quando o paciente não tem feridas visíveis. Nesse caso, o vírus pode estar presente na saliva e ser transmitido antes do aparecimento das bolhas, quando a pessoa sente formigamento ou coceira nos lábios.

Além disso, o vírus pode ser transmitido em períodos sem sintomas, quando acontece a reativação silenciosa. Isso torna a prevenção mais difícil, já que nem sempre é possível saber quando existe o risco de contágio.

Fatores que reativam o vírus

Depois que entra no organismo, o HSV-1 segue inativo e pode voltar a se manifestar quando alguns fatores afetam a imunidade ou a pele. O contágio acontece pelo contato direto com pessoas infectadas, e o vírus pode ser reativado por alguns gatilhos, como:

  • Estresse emocional: situações de alta tensão ou ansiedade;
  • Exposição solar: raios ultravioleta podem desencadear crises;
  • Alterações hormonais: variações durante o ciclo menstrual ou gravidez;
  • Trauma local: pequenos cortes, queimaduras ou procedimentos dentários podem irritar a região;
  • Febre e infecções: quadros de gripe, resfriado ou outras infecções podem enfraquecer a imunidade.

 

Esses fatores podem variar de pessoa para pessoa e nem sempre causam novas lesões. Ainda assim, observar o que costuma acontecer antes das crises pode ajudar a entender quando o vírus tende a se manifestar de novo.

Quais são os sintomas da herpes labial?

Os sintomas da herpes labial geralmente aparecem em fases e podem variar de intensidade entre os pacientes. A identificação desses sinais ajuda no início do tratamento e na diminuição do risco de transmitir para outras pessoas.

No geral, as fases de manifestação da doença incluem:

  1. Formigamento e coceira: a primeira fase é caracterizada por uma sensação de formigamento, coceira, ardência ou dor na área onde a lesão irá aparecer. Essa etapa pode durar de algumas horas a um dia e é quando o vírus está mais ativo;
  2. Aparecimento das bolhas: pequenas bolhas cheias de líquido claro aparecem na região afetada. Elas podem ser únicas ou agrupadas, formando cachos. A pele ao redor pode ficar avermelhada e inchada;
  3. Rompimento e ulceração: as bolhas se rompem, liberando o líquido e formando pequenas úlceras abertas. Essa é a fase mais dolorosa e contagiosa, pois o vírus está exposto;
  4. Formação de crostas: as úlceras secam e formam crostas amareladas ou amarronzadas. A pele começa a cicatrizar por baixo da crosta;
  5. Cicatrização: a crosta cai, e a pele se cura, geralmente sem deixar cicatrizes. Todo o processo pode durar de sete a 14 dias.

 

Durante essas etapas, a pessoa também pode ter sensibilidade nos lábios, desconforto ao comer ou falar e, em alguns casos, mal-estar leve. A intensidade varia, mas as crises costumam seguir esse mesmo padrão.

Diferenças entre herpes labial e outras infecções

Embora a herpes labial seja causada por um vírus da família herpes simples, a mesma que inclui o vírus da herpes genital (HSV-2), ela não é considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST). Ainda assim, a herpes labial pode afetar tanto a boca quanto a região genital, já que os tipos de vírus são parecidos e podem infectar diferentes áreas do corpo.

O sexo oral pode transmitir o vírus HSV-1 da boca para a região genital e também o contrário. Por isso, é importante diferenciar os sintomas da herpes labial de infecções sexualmente transmissíveis comuns, como:

  • Herpes (labial ou genital), caracterizada por vesículas (pequenas bolhas) que se rompem e formam úlceras dolorosas;
  • HPV (Papilomavírus Humano), que geralmente se manifesta como verrugas de tamanhos variados e que podem ser planas ou elevadas, na pele ou mucosas;
  • Sífilis, que pode começar com um cancro duro, uma ferida única e sem dor, que desaparece espontaneamente, mas a doença progride se não tratada;
  • Gonorreia, com sintomas que incluem corrimento purulento, dor ao urinar e, em alguns casos, dor abdominal ou nas articulações.

Em qualquer situação, é importante procurar um médico para confirmar o diagnóstico, já que os sintomas de diferentes condições podem ser parecidos e causar confusão.

Leia também: Gonorreia: sintomas e tratamento da infecção

Herpes labial é uma IST?

A herpes labial não é considerada, de forma clássica, uma infecção sexualmente transmissível, porque a transmissão acontece, na maioria das vezes, pelo contato direto não sexual, como beijo ou compartilhamento de objetos que entram em contato com a boca. 

Já a herpes genital costuma estar mais associada ao vírus herpes simples tipo 2 (HSV-2), transmitido principalmente pelo contato sexual.

Ainda assim, o vírus da herpes labial pode ser transmitido para a região genital durante o sexo oral, causando herpes genital, o que acontece porque os vírus são parecidos e podem infectar diferentes áreas do corpo. 

Dessa forma, embora a herpes labial não seja considerada uma IST típica, a transmissão por contato sexual pode acontecer em algumas situações, o que torna essa classificação mais complicada.

Como prevenir o contágio e a recorrência?

A prevenção da herpes labial inclui tanto medidas para evitar o contágio inicial quanto cuidados para diminuir a frequência e intensidade das crises em quem já tem o vírus.

Medidas para evitar a transmissão

Para proteger a si e aos outros do vírus da herpes labial, é importante:

  • Evitar contato direto durante crises: não beije ou tenha contato físico próximo com pessoas que apresentem lesões ativas de herpes labial;
  • Usar protetor labial com FPS: a exposição ao Sol é um gatilho para muitas pessoas, por isso, use protetor labial com fator de proteção solar para proteger os lábios;
  • Não compartilhar objetos pessoais: evite compartilhar copos, talheres, batons, toalhas, escovas de dente e outros itens que possam ter entrado em contato com a boca de alguém;
  • Lavar as mãos: lave as mãos com frequência, especialmente depois de tocar na própria boca ou nas lesões de herpes, para evitar a autoinoculação ou a transmissão para outras áreas do corpo ou para outras pessoas.

 

Esses cuidados são mais importantes quando surgem lesões nos lábios, já que o risco de transmissão é maior nesse período. Ainda assim, manter essas medidas no dia a dia ajuda a diminuir as chances de contágio.

Cuidados para prevenir novas crises

Para quem já tem o vírus, é possível diminuir a frequência das reativações ao:

  • Dormir bem: o sono adequado é importante para a imunidade do corpo;
  • Manter uma alimentação saudável: uma dieta equilibrada fortalece o sistema imunológico;
  • Evitar exposição excessiva ao Sol: use chapéus e protetor labial com FPS ao se expor ao Sol, já que a exposição excessiva é um dos gatilhos para as crises;
  • Gerenciar o estresse: adote técnicas de relaxamento como meditação, yoga ou exercícios físicos regulares, pois o estresse é um gatilho comum para a reativação do vírus;
  • Procurar acompanhamento médico: em casos de crises muito frequentes ou fortes, o médico infectologista pode indicar remédios antivirais de uso contínuo para suprimir o vírus.

 

A frequência das crises varia de pessoa para pessoa e pode mudar com o tempo. Em muitos casos, os episódios se tornam menos frequentes ao longo dos anos, principalmente quando os fatores que favorecem o surgimento das lesões são controlados.

 

Leia também: Sintomas da disfunção hormonal: como identificar os sinais e tratar

Quando procurar um médico?

A herpes labial geralmente se resolve sozinha, mas existem situações em que é necessário consultar um médico, como:

  • Se você tiver dúvidas sobre o diagnóstico ou o tratamento;
  • Se as crises são muito frequentes (mais de seis vezes ao ano);
  • Em caso de suspeita de transmissão para os olhos, o que pode ser grave;
  • Caso haja sinais de infecção bacteriana secundária, como pus, dor forte e febre;
  • Quando as lesões são muito extensas, dolorosas ou não cicatrizam em até 14 dias;
  • Se você tem o sistema imunológico comprometido por doenças crônicas ou pelo uso de alguns remédios.

O médico poderá confirmar o diagnóstico, prescrever o tratamento certo com antivirais (em creme ou comprimidos) e orientar sobre as práticas de prevenção e manejo da condição. É importante nunca recorrer à automedicação.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
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  • BRASIL. Ministério da Saúde. Herpes simples. Biblioteca Virtual em Saúde. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/herpes-simples/. Acesso em: 16 abr. 2026.
  • GOPINATH, D. et al. A comprehensive overview of epidemiology, pathogenesis and the management of herpes labialis. Viruses. Disponível em: https://www.mdpi.com/1999-4915/15/1/225. Acesso em: 16 abr. 2026.
  • INSTITUTO VENCER O CÂNCER. Herpes labial: sintomas, causas, transmissão, prevenção e tratamento. 2025. Disponível em: https://vencerocancer.org.br/saude/herpes-labial/. Acesso em: 16 abr. 2026.
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