Uma cirurgia extensa, hoje menos comum, mas fundamental para tratar tumores de mama que atingem a parede torácica.
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O diagnóstico de câncer de mama chega com muitas palavras difíceis e decisões complexas. Entre elas, o termo "mastectomia radical" pode soar especialmente intimidador, por estar associado a um procedimento cirúrgico mais extenso. Embora seu uso seja cada vez mais restrito, compreender o que essa cirurgia significa é essencial para pacientes com tumores mais invasivos.
Mastologistas são os médicos que atendem esse tipo de demanda e dão o devido acompanhamento. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A mastectomia radical, também conhecida como mastectomia de Halsted, é um procedimento cirúrgico que consiste na remoção completa de várias estruturas da região mamária afetada pelo câncer. O objetivo é eliminar todo o tecido tumoral visível, incluindo áreas para onde ele possa ter se espalhado.
Durante a cirurgia, o mastologista ou cirurgião oncológico remove:
A inclusão da remoção dos músculos peitorais visa garantir a eliminação completa de tumores que se infiltraram nessas estruturas, assegurando um tratamento abrangente. É justamente a retirada dos músculos peitorais que a caracteriza como "radical" e a diferencia de outras técnicas cirúrgicas.
Leia também: O que define uma mastectomia bilateral e quando ela é considerada?
Com o avanço das técnicas cirúrgicas e dos tratamentos oncológicos, como quimioterapia e radioterapia, a mastectomia radical tornou-se rara. Outros procedimentos oferecem resultados de segurança oncológica semelhantes com menor impacto estético e funcional. É fundamental entender as principais diferenças.
Esta é a variação mais realizada atualmente quando uma cirurgia mais ampla é necessária. Nela, retira-se a mama, a pele, o complexo aréolo-mamilar e os linfonodos axilares, mas os músculos peitorais maior e menor são preservados.
Preservar essa musculatura facilita a reconstrução mamária e ajuda a manter a força e o contorno do ombro e do braço. Essa técnica é amplamente reconhecida pela sua eficiência e segurança no controle de tumores invasivos.
Neste procedimento, apenas a glândula mamária, a pele e o complexo aréolo-mamilar são removidos. Os linfonodos axilares e os músculos peitorais permanecem intactos.
Geralmente, é indicada para casos de carcinoma ductal in situ extenso ou como cirurgia redutora de risco em pacientes com alta predisposição genética.
A mastectomia radical é uma cirurgia de exceção. Sua indicação principal ocorre em situações muito específicas, como em casos de tumores localmente avançados que invadem diretamente a musculatura da parede torácica. Isso significa que o câncer cresceu a ponto de se fixar nos músculos peitorais.
Mesmo nesses cenários, a equipe médica pode optar por tratamentos prévios, como a quimioterapia neoadjuvante, para tentar reduzir o tamanho do tumor e permitir uma cirurgia menos extensa, como a radical modificada.
A cirurgia é feita em ambiente hospitalar, sob anestesia geral, e costuma durar algumas horas. Por ser uma cirurgia invasiva, ela exige um tempo operatório maior e cuidados físicos intensivos no período de recuperação. O cirurgião realiza uma incisão para remover todos os tecidos planejados.
Ao final, geralmente são inseridos drenos cirúrgicos, que são pequenos tubos de plástico para ajudar a remover o excesso de líquido (seroma e sangue) que se acumula no local da cirurgia, facilitando a cicatrização.
A paciente permanece internada por alguns dias para monitoramento da dor, dos drenos e da recuperação inicial. A equipe de enfermagem orienta sobre os primeiros cuidados e movimentação segura.
A recuperação de uma mastectomia radical é um processo gradual e exige paciência e seguimento rigoroso das orientações médicas. A remoção dos músculos e dos linfonodos axilares pode trazer desafios específicos.
É fundamental também considerar o apoio emocional, pois a aceitação da nova imagem corporal desempenha um papel importante na aceleração da recuperação.
Após a alta, os cuidados continuam em casa. É preciso manusear os drenos conforme orientação, tomar as medicações prescritas para dor e prevenção de infecções, e manter o curativo limpo e seco.
O retorno às atividades diárias é progressivo, evitando erguer peso ou fazer movimentos bruscos com o braço do lado operado.
As principais complicações ou sequelas associadas a este procedimento incluem:
Para pacientes que passaram pela mastectomia radical, especialmente para tratar tumores mais agressivos, o controle de peso e a prática de exercícios físicos regulares são recomendados para ajudar a evitar que o câncer retorne no futuro.
A reconstrução é uma possibilidade, mas no caso da mastectomia radical, ela raramente é feita de forma imediata, ou seja, na mesma cirurgia. Devido à grande remoção de pele e da ausência do músculo peitoral, que serve de cobertura para implantes, a reconstrução se torna mais complexa.
Geralmente, a reconstrução é tardia, planejada após o término de outros tratamentos oncológicos, como a radioterapia. São utilizadas técnicas que levam pele e músculo de outras partes do corpo (como abdômen ou costas) para recriar o volume mamário.
A fisioterapia é uma aliada indispensável na recuperação da mastectomia radical. O acompanhamento com um fisioterapeuta oncológico deve começar precocemente, ainda no hospital. Os objetivos são múltiplos: recuperar a amplitude de movimento do braço e do ombro, prevenir contraturas e aderências na cicatriz, e atuar na prevenção e manejo do linfedema.
Exercícios específicos ajudam a fortalecer outras musculaturas para compensar a ausência do peitoral, melhorando a funcionalidade e a qualidade de vida da paciente. A adesão ao programa de reabilitação é crucial para um bom resultado funcional a longo prazo.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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