Uso incorreto da insulina pode causar hipoglicemia grave; a insulina exige controle alimentar e acompanhamento médico
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A insulina desempenha um papel fundamental no controle da glicose no sangue e é indispensável para pacientes que não conseguem produzir o hormônio de forma suficiente ou de maneira eficaz.
Mas para que o tratamento seja seguro, é necessário entender como ela funciona, quais cuidados devem ser tomados durante a aplicação e como os hábitos influenciam diretamente nos resultados.
Além disso, erros na administração, doses incorretas e falhas na rotina terapêutica podem aumentar certos riscos. O indivíduo pode ter episódios de hipoglicemia, ganho de peso e alterações nos locais de aplicação.
Por isso, a orientação médica adequada é fundamental para garantir mais segurança no tratamento e evitar complicações. Marque sua avaliação com um endocrinologista na Rede Américas.
A insulina é um hormônio naturalmente produzido pelo pâncreas, mais especificamente pelas células beta nas chamadas ilhotas de Langerhans. A sua principal função é permitir que a glicose (açúcar) presente no sangue entre nas células do corpo (músculos, gordura e fígado, por exemplo) para ser utilizada como energia.
Esse açúcar circulante no organismo é adquirido através da alimentação. Em uma situação fisiológica normal, a insulina atua como uma “chave” que abre as portas das células. A glicose não consegue entrar sem ela.
A insulina é um hormônio anabólico, ou seja, auxilia na construção de moléculas complexas, como as proteínas nos músculos. Além de promover o acúmulo de energia nas células de gordura.
O diabetes ocorre quando há uma falha na produção ou na ação da insulina. O acúmulo crônico de glicose é a característica central da doença e pode causar danos a diversos órgãos ao longo do tempo. Por isso, os pacientes precisam utilizar o hormônio na sua forma sintética.
Ele passa a ser necessário quando o corpo não consegue mais continuar a produção em quantidade suficiente para manter os níveis de glicose dentro da faixa saudável. A taxa de glicose em jejum recomendada pela Sociedade Brasileira de Diabetes é menor do que 100 mg/dl.
A indicação do tratamento varia de acordo com o tipo de diabetes e a evolução da doença em cada paciente. No diabetes tipo 1, o corpo para de produzir insulina quase que totalmente. Por isso, os indivíduos dependem do uso diário desde o diagnóstico.
No caso do diabetes tipo 2, o problema principal costuma ser a resistência hormonal. Inicialmente, pode ser tratado com mudanças no estilo de vida e medicamentos orais. Mas com a progressão dos distúrbios muitos pacientes também precisarão de terapia com insulina para controlar a glicemia.
Mesmo sendo considerado um medicamento que salva vidas, o uso requer precisão. Quando administrado de forma incorreta pode apresentar riscos. O que se considera como utilização inadequada são doses inadequadas, horários errados e tomar sem o devido acompanhamento de dieta e exercícios.
A hipoglicemia é o risco colateral mais relatado. Ela representa a queda excessiva das taxas de glicose no organismo, abaixo de 70 mg/dL. O que ocorre quando há mais insulina no corpo do que o necessário para a quantidade de glicose disponível.
Os sintomas podem surgir rapidamente e incluem tremores, suor frio, confusão mental, tontura, taquicardia, fome intensa, náusea, sonolência e visão embaçada. Caso não seja tratada o mais rápido possível, a hipoglicemia pode levar a convulsões e perda da consciência em situações de maior gravidade.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, a correção de uma crise hipoglicêmica pode ser feita com a ingestão de algum alimento via oral. Pode ser com 15 gramas de carboidrato simples e de rápida absorção.
Para alcançar a quantidade podem ser ingeridos uma colher de sopa de açúcar diluído em água, 150 ml de refrigerante comum (não dietético) ou suco de laranja integral. Além de uma colher de sopa ou 3 sachês de mel ou o consumo de 3 ou 4 balas mastigáveis.
Quando o diabetes está descompensado e falta insulina, o corpo entra em um estado catabólico, quebrando músculos e gordura para obter energia. O processo frequentemente resulta na perda de peso.
Mas quando o tratamento começa, a glicose volta a entrar nas células de forma eficiente, revertendo a perda de peso e promovendo o anabolismo. Caso o paciente consuma mais calorias do que gasta, a glicose a mais que as células não precisam será armazenada como gordura.
Para evitar ganho de peso excessivo, é fundamental manter o equilíbrio entre a dose da substância, uma alimentação saudável e a prática regular de atividade física.
A resistência à insulina é uma condição em que as células do corpo não respondem adequadamente ao hormônio, dificultando a absorção de glicose. Ela costuma ser a causa por trás do diabetes tipo 2.
Mas costuma ser agravada pelo aumento exagerado de peso associado ao uso inadequado de insulina, uma dieta hipercalórica e sedentarismo. Manter-se com um peso ideal é fundamental para sustentar o funcionamento adequado dessa abordagem terapêutica.
Se a substância não for aplicada corretamente pode apresentar prejuízos ao paciente. A complicação mais comum é a lipohipertrofia, que se caracteriza pelo aparecimento de inchaços ou “caroços” de gordura sob a pele nos locais de aplicação frequente.
A lipohipertrofia costuma estar associada ao rodízio incorreto dos locais de aplicação e ao reuso de agulhas. A aplicação nestas áreas pode levar a absorção inadequada do produto, resultando em variações perigosas da glicemia. Por isso, realizar rodízio dos locais de injeção e utilizar agulhas novas a cada aplicação é necessário.
Tomar insulina não faz mal, desde que haja indicação médica e o uso seja feito de forma correta. Muito pelo contrário, para os diabéticos ela é vital e previne complicações graves a longo prazo, como doenças cardiovasculares, insuficiência renal, perda de visão e amputações.
Na maioria das vezes os riscos associados surgem devido ao uso inadequado: doses incorretas, falta de monitoramento da glicemia, má alimentação ou sedentarismo. Quando é bem gerenciada, a administração é uma ferramenta segura e indispensável para manter a qualidade de vida da pessoa com diabetes.
Para fazer a utilização da insulina o acompanhamento médico especializado é inegociável. O paciente deve procurar o endocrinologista para fazer ajustes no tratamento, caso seja preciso. O atendimento é ainda mais necessário se o indivíduo apresentar episódios frequentes ou graves de hipoglicemia ou se notar ganho de peso rápido e excessivo após iniciar a medicação.
A ida ao médico também é importante caso haja o surgimento de caroços, inchaços, dor ou vermelhidão nos locais de aplicação. Assim como se as medições de glicemia estiverem constantemente fora das metas estabelecidas e caso haja dúvidas sobre a aliar o medicamento à alimentação e exercícios físicos.
Entender quais os riscos de tomar insulina é o primeiro passo para um tratamento seguro e eficaz. É natural ter receios no início, mas é fundamental lembrar que a insulina é um medicamento que salva vidas e devolve qualidade de vida.
Os riscos, como a hipoglicemia, existem principalmente quando o uso é feito sem a devida orientação ou quando há falhas na técnica de aplicação e no estilo de vida. O acompanhamento rigoroso de um endocrinologista e de uma equipe multidisciplinar é preciso para utilizar a insulina com segurança e manter o diabetes sob controle.
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