A síndrome do desconforto respiratório agudo é uma condição grave que compromete o funcionamento dos pulmões; a falta de oxigênio no organismo pode causar complicações
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A síndrome do desconforto respiratório agudo é uma condição grave que dificulta a respiração. Ela acontece quando existe um acúmulo de líquido nos pulmões, reduzindo a quantidade de oxigênio que chega ao sangue.
Essa inflamação nos pulmões pode ser provocada por pneumonia, infecções graves, traumas e outras condições que afetam o organismo. Os principais sintomas incluem falta de ar forte, respiração acelerada e dificuldade para respirar.
O tratamento exige internação em uma unidade de terapia intensiva (UTI) e, durante esse período, a equipe médica busca aumentar a oxigenação do organismo, muitas vezes com o auxílio de ventilação mecânica, enquanto trata a causa da síndrome.
Pneumologistas são os médicos que atendem pacientes com síndrome do desconforto respiratório agudo, fazendo o diagnóstico e indicando o tratamento certo. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) é uma forma grave de insuficiência respiratória. Ela acontece quando uma lesão ou uma inflamação danifica os alvéolos, que são pequenas estruturas dos pulmões responsáveis pelas trocas de oxigênio com o sangue.
Com esse dano, líquido se acumula nos pulmões, dificultando a passagem de oxigênio para a corrente sanguínea. Como consequência, os níveis de oxigênio no organismo diminuem, o que pode comprometer o funcionamento de outros órgãos.
Esse quadro exige atendimento imediato e, em muitos casos, internação em uma unidade de terapia intensiva (UTI). Alguns pacientes também precisam de ventilação mecânica para ajudar na respiração enquanto a equipe médica trata a causa da síndrome.
Para entender a síndrome do desconforto respiratório agudo, imagine que os pulmões são formados por milhões de pequenas bolsas de ar, chamadas alvéolos. Em uma respiração normal, o oxigênio passa por essas estruturas e chega à corrente sanguínea.
Na síndrome, a inflamação faz com que líquido se acumule dentro dos alvéolos. Com menos espaço para a entrada de ar, os pulmões têm mais dificuldade para funcionar, a respiração exige mais esforço e a quantidade de oxigênio que chega aos órgãos diminui.
É importante diferenciar a síndrome do desconforto respiratório agudo de outras doenças que também causam dificuldade para respirar. Em alguns casos, o acúmulo de líquido nos pulmões acontece porque o coração não consegue bombear o sangue de forma adequada.
Na síndrome do desconforto respiratório agudo, porém, o problema é causado por uma inflamação que danifica os pulmões, o que significa que o coração pode estar funcionando.
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A SDRA não é uma doença que surge por conta própria, já que ela se desenvolve como complicação de outro problema de saúde. Nesses casos, uma resposta inflamatória intensa acaba afetando os pulmões.
Sendo assim, as causas mais comuns incluem:
Nem todas as pessoas com esses problemas de saúde desenvolvem a síndrome do desconforto respiratório agudo. O risco costuma ser maior quando a doença ou a lesão é mais grave. Por isso, o acompanhamento médico é importante para identificar alterações nos pulmões e iniciar o tratamento o quanto antes.
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Os sintomas da síndrome do desconforto respiratório agudo costumam aparecer rápido, entre algumas horas e poucos dias após o problema de saúde que desencadeou a condição. O principal sinal é a dificuldade intensa para respirar, que pode piorar em pouco tempo e não melhora só com o uso de máscaras de oxigênio comuns.
Além da falta de ar, a pessoa pode ter respiração rápida e superficial, lábios e pontas dos dedos azulados ou acinzentados devido à baixa oxigenação do organismo, além de confusão mental ou sonolência. Esses sinais indicam que o cérebro e outros órgãos podem não estar recebendo oxigênio suficiente e exigem atendimento médico na hora.
O diagnóstico da SDRA é feito pelo médico pela avaliação dos sintomas, do histórico de saúde e dos resultados de exames. Além de confirmar a insuficiência respiratória, os profissionais verificam se a dificuldade para respirar está relacionada a outros quadros.
Exames de imagem, como radiografia e tomografia computadorizada do tórax, ajudam a identificar alterações nos pulmões, já que permitem visualizar o acúmulo de líquido e outros sinais de lesão pulmonar, informações importantes para confirmar o diagnóstico.
A gasometria arterial é um exame de sangue importante para avaliar a respiração.
A coleta é feita, na maioria das vezes, em uma artéria do pulso e mede a quantidade de oxigênio e gás carbônico no sangue. Na síndrome do desconforto respiratório agudo, o exame costuma mostrar uma queda importante do oxigênio no sangue.
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O tratamento da síndrome do desconforto respiratório agudo costuma ser complexo e tem como objetivo manter a respiração e as funções do corpo enquanto os pulmões se recuperam e a causa do problema é tratada. Todo o cuidado é feito na UTI.
Na ventilação mecânica, o paciente é ligado a um respirador por meio de um tubo colocado na traqueia. Esse aparelho ajuda na respiração, garante a entrada de oxigênio e reduz o esforço dos músculos respiratórios enquanto o pulmão se recupera.
Em muitos casos de síndrome do desconforto respiratório agudo, esse suporte precisa ser mantido por um período prolongado na unidade de terapia intensiva. Nesse caso, a equipe médica ajusta o respirador usando volumes de ar menores e pressões controladas.
Uma manobra comum no tratamento é colocar o paciente de bruços, posição conhecida como prona. Essa mudança ajuda o ar e o sangue a se distribuírem melhor pelos pulmões, o que melhora a oxigenação. Ao reduzir a pressão sobre a parte de trás dos pulmões, mais alvéolos conseguem se abrir e participar da troca de oxigênio com o sangue.
Junto do suporte para a respiração, também é importante tratar a doença que causou a SDRA, o que pode envolver o uso de antibióticos em casos de infecção, como pneumonia ou sepse, ou outros tratamentos de acordo com a origem do problema.
Em casos muito graves, quando o respirador não consegue garantir a oxigenação, pode ser necessário o uso da ECMO. Nesse procedimento, o sangue do paciente passa por uma máquina que funciona como um pulmão artificial, retirando o gás carbônico e adicionando oxigênio antes de devolvê-lo ao corpo.
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A síndrome do desconforto respiratório agudo é uma condição grave e com risco de morte.
A recuperação depende da gravidade da lesão nos pulmões, da causa do problema, da idade da pessoa e de outras doenças já existentes. Mesmo depois da melhora, alguns pacientes podem ter sequelas, como fraqueza muscular e dificuldades de memória.
Após a alta da UTI, a reabilitação costuma incluir fisioterapia respiratória e motora para recuperar a força e a capacidade de respirar melhor. O acompanhamento psicológico também pode ser necessário para ajudar na adaptação.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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