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A diverticulite acontece quando pequenas bolsas no intestino ficam inflamadas; no início, o quadro pode causar mudanças no funcionamento do intestino

A diverticulite é a inflamação ou infecção de bolsas chamadas divertículos, presentes na parede do cólon. A dor forte e contínua na parte inferior esquerda do abdômen aparece como principal sinal e pode vir junto de febre, náuseas e mudanças no funcionamento do intestino.
Essas bolsas podem aparecer no intestino sem causar sintomas. O problema surge quando resíduos ou bactérias ficam retidos nesses espaços, o que leva a um processo inflamatório.
O quadro pode variar de formas leves a crises mais fortes, com risco de complicações. O reconhecimento dos primeiros sintomas e a busca por atendimento no tempo certo ajudam a evitar piora do estado clínico e ajudam na recuperação do sistema digestivo.
Gastroenterologistas são os médicos que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento de pacientes com diverticulite. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A diverticulite é a inflamação ou infecção de pequenas bolsas chamadas divertículos, que se formam na parede do intestino grosso. A presença dessas bolsas é chamada de doença diverticular. Quando um ou mais desses divertículos inflamam, acontece a diverticulite.
Os divertículos são pequenas bolsas que podem aparecer em qualquer parte do sistema digestivo, mas são mais comuns no cólon, a parte final do intestino grosso. O surgimento dessas bolsas costuma estar ligado ao aumento da pressão dentro do intestino, geralmente relacionado a uma alimentação pobre em fibras e à prisão de ventre crônica.
A inflamação acontece quando pequenos pedaços de fezes ou alimentos não digeridos ficam presos nessas bolsas, o que causa irritação e, em alguns casos, infecção por bactérias. Isso provoca uma resposta inflamatória no local e leva aos sintomas da diverticulite.
Outro fator importante é o excesso de gordura na região abdominal, que pode aumentar o risco de desenvolver a doença e de ter novas crises. O quadro pode variar de leve a grave e, em alguns casos, gerar complicações sérias.
Leia também: Como identificar a diverticulite intestinal e prevenir novas crises
Os sintomas da diverticulite podem aparecer de repente ou aos poucos, e a intensidade varia de acordo com o grau da inflamação. Quando o paciente consegue identificar esses sinais, pode procurar atendimento médico na hora certa para evitar problemas.
A dor é o sintoma mais comum da diverticulite. Ela costuma aparecer na parte inferior esquerda do abdômen, mas também pode surgir no lado direito em alguns casos. A dor pode ser contínua e aumentar ao longo do tempo, piorando com o toque ou com a movimentação.
A inflamação e a possível infecção dos divertículos podem provocar uma resposta do organismo como um todo, o que pode aparecer em forma de febre, que varia de leve a alta, junto com calafrios e uma sensação geral de mal-estar.
Muitas pessoas com diverticulite têm náuseas e, em alguns casos, vômitos. Esses sinais aparecem como resposta à dor intensa e à inflamação no sistema digestivo, aumentando o desconforto e a sensação de cansaço.
A diverticulite pode afetar o funcionamento normal do intestino e causar mudanças no hábito de evacuar. Por isso, é comum a pessoa ter prisão de ventre, mas também pode ocorrer diarreia. Em alguns casos, as fezes podem conter muco.
Além da dor, a região do abdômen afetada pode ficar sensível ao toque, mesmo com pressão leve. O inchaço abdominal também é comum e pode causar sensação de estufamento e desconforto na barriga.
Mesmo que não seja tão comum na diverticulite aguda, o paciente pode ter sangramento retal quando a inflamação ou a ruptura de pequenos vasos sanguíneos nos divertículos acontece. A presença de sangue nas fezes ou fezes mais escuras e com odor forte precisa de avaliação médica imediata.
Leia também: O que causa diverticulite? Quais são os fatores de risco e como prevenir
Os sintomas da diverticulite podem ser parecidos com os de outras doenças do intestino ou da região abdominal. Assim, um diagnóstico certo é importante para definir o tratamento adequado e evitar complicações.
A síndrome do intestino irritável também pode causar dor abdominal, inchaço e alteração no funcionamento do intestino. A dor, porém, costuma ser mais espalhada e não passar, sem febre ou sinais de inflamação aguda, como ocorre na diverticulite.
Quando a dor da diverticulite aparece no lado direito do abdômen, o que é menos comum, pode ser confundida com apendicite. Em mulheres, dores na região pélvica também podem ser confundidas com cistos ovarianos ou infecções ginecológicas.
Nessas situações, a avaliação médica é importante para diferenciar os quadros. Nos casos de diverticulite no lado direito, o tratamento geralmente não envolve cirurgia e pode incluir uso de antibióticos e mudanças na alimentação.
Como os sintomas podem se parecer com os de outras doenças, o médico faz uma avaliação clínica detalhada e pode solicitar exames para confirmação. Em alguns casos, a diverticulite também pode ser confundida com câncer de intestino. Por isso, exames como a colonoscopia podem ser indicados para um diagnóstico mais preciso e para excluir outras condições.
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O diagnóstico da diverticulite é feito com base na avaliação clínica, no histórico do paciente e em exames que ajudam o especialista a ver o intestino e confirmar a inflamação.
O médico pergunta ao paciente sobre os sintomas, o tempo de duração, a intensidade e a localização. Ele também investiga o histórico de saúde, incluindo alimentação e funcionamento do intestino. No exame físico, o abdômen é avaliado ao toque para avaliar dor e sensibilidade.
A tomografia computadorizada do abdômen e da pelve é o principal exame para diagnosticar a diverticulite, já que permite identificar os divertículos inflamados, possíveis complicações como abscessos ou perfurações e a extensão do problema. Em alguns casos, a ultrassonografia também pode ser usada.
Alguns exames de sangue ajudam a identificar sinais de inflamação e infecção, como o aumento dos glóbulos brancos. O exame de urina pode ser pedido para descartar infecções urinárias, que podem causar sintomas parecidos.
O tratamento da diverticulite depende da gravidade dos sintomas e da presença de complicações. No geral, o foco é diminuir a inflamação, tratar a infecção e aliviar a dor.
Nos casos leves, o tratamento pode ser feito em casa, com repouso e dieta líquida ou com pouca fibra por alguns dias para aliviar o trabalho do intestino. O uso de antibióticos pode ser indicado para tratar a infecção, junto com medicamentos para dor.
Já nos casos mais graves, com dor forte, febre alta, dificuldade para ingerir líquidos ou sinais de complicações como abscesso ou perfuração, pode ser necessária internação. Nessa situação, antibióticos são administrados na veia e, em alguns casos, pode ter necessidade de drenagem de abscesso ou cirurgia para remover a parte do intestino afetada.
Após a fase aguda, o médico pode orientar uma alimentação rica em fibras para ajudar a prevenir novas crises. A ingestão de líquidos e a prática frequente de atividade física também contribuem para o bom funcionamento do intestino.
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Mesmo que a diverticulite possa ser tratada em casa em muitos casos, algumas situações exigem atendimento médico imediato para evitar complicações graves. É importante buscar ajuda médica de urgência se a dor abdominal se espalhar, se tiver vômitos ou febre alta.
Esses sintomas podem indicar piora do quadro e necessidade de uma intervenção rápida por parte da equipe médica. Sendo assim, procure um pronto-socorro imediatamente se você tiver:
Mesmo em tratamento em casa, a piora dos sintomas, a falta de melhora após alguns dias ou o aparecimento de novos sinais de alerta indicam a necessidade de nova avaliação médica com urgência. Em caso de dúvida ou preocupação, busque atendimento!
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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