A depressão grave é uma forma intensa do transtorno, com sintomas como tristeza, perda de interesse e dificuldade para fazer atividades; o tratamento pode incluir terapia e remédios
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Uma pessoa com depressão grave pode sentir tristeza ou vazio por muito tempo, perder o interesse por tarefas, ter pouca energia e dificuldade de se concentrar. Ela também costuma passar por mudanças no sono e apetite, afetando relacionamentos, trabalho e estudos.
A gravidade da depressão leva em conta os sintomas, a intensidade e o quanto eles afetam a vida do paciente. Em alguns casos, ainda podem aparecer pensamentos sobre a morte ou o suicídio, que precisam de atenção e avaliação profissional de emergência.
O diagnóstico considera a história da pessoa e como ela vive, e não existe um exame de sangue que confirme a depressão. O tratamento pode incluir terapia e antidepressivos, e a escolha dos remédios é feita pelo médico, que avalia o quadro de cada paciente.
Psiquiatras são os profissionais que podem diagnosticar, acompanhar e tratar pessoas com depressão grave e outros transtornos. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A depressão grave é um episódio depressivo mais forte que o esperado, sendo definido pela quantidade e pelo peso dos sinais apresentados, assim como pelo impacto que gera na vida da pessoa. Essa avaliação, portanto, diferencia quadros leves, moderados e graves.
Mesmo que esses “níveis” existam, isso não significa que todos os pacientes têm a mesma experiência. Sendo assim, o psiquiatra avalia o quadro como um todo e observa quanto ele interfere na capacidade de manter atividades sociais, profissionais e domésticas.
O transtorno também pode acontecer com sintomas psicóticos, que alteram a percepção da realidade e podem envolver delírios e alucinações. Nesses casos, a avaliação é indicada para definir a gravidade e diferenciar a depressão de outras condições.
A depressão grave pode afetar as emoções, os pensamentos e o funcionamento do corpo. Os sintomas, que nem sempre são percebidos como parte do transtorno depressivo, podem se manifestar de formas diferentes em cada pessoa, incluindo:
Esses sinais podem aparecer juntos ou separados, e a presença deles não significa, por si só, que a pessoa tenha depressão, pois outros quadros podem causar sintomas parecidos. O diagnóstico depende de uma avaliação profissional que considere o conjunto de tudo.
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A depressão grave pode mudar a forma como a pessoa lida com situações da rotina e com quem está ao redor. Esses comportamentos, muitas vezes, não são percebidos pelo próprio paciente, mas sim por familiares, amigos e colegas que convivem com ele.
A perda da capacidade de sentir prazer pode fazer a pessoa abandonar atividades de que gostava. Alguém que praticava esportes, ouvia música ou via amigos, por exemplo, pode deixar de se interessar por esses momentos, pois tudo fica sem graça para ela.
O humor também pode mudar, com apatia ou irritação diante de situações pequenas. Com isso, o paciente pode responder de forma ríspida ou passar muito tempo sem demonstrar reação emocional, o que tende a ser mais perceptível para quem vive com ele na rotina.
Essas alterações podem afetar os relacionamentos, já que a pessoa com depressão grave pode deixar de começar conversas ou parecer distante durante momentos de interação. Nesses casos, o contato com familiares e amigos costuma se tornar menos frequente.
O sono pode mudar muito, com dificuldade para dormir ou vontade de passar mais tempo na cama. A pessoa pode acordar várias vezes durante a noite ou sentir que não descansou mesmo depois de dormir por horas, podendo, ainda, dormir de dia com mais frequência.
O apetite também pode aumentar ou diminuir. Alguns pacientes perdem a vontade de comer e pulam refeições, enquanto outros procuram comida com mais frequência, mesmo sem fome. Isso tudo pode alterar a quantidade de alimentos consumidos e afetar o peso.
Por fim, a falta de energia pode tornar tarefas simples mais difíceis, como tomar banho, comer ou sair. A pessoa pode precisar de mais tempo para fazer atividades que antes fazia sem dificuldade, já que muitas coisas podem exigir um esforço maior do que o habitual.
O paciente com o quadro costuma pensar na própria morte com frequência, mesmo sem ter intenção de tirar a própria vida, podendo dizer que gostaria de não acordar ou demonstrar que vê a morte como uma forma de deixar de lidar com o sofrimento.
Em outros casos, pode dizer que não encontra motivos para continuar ou fazer comentários sobre não querer mais estar aqui, e falas desse tipo não devem ser tratadas como exagero ou tentativa de chamar atenção, mesmo quando aparecem de forma indireta.
Quando aparecem pensamentos sobre suicídio, é importante procurar ajuda profissional o quanto antes. Se tiver risco imediato, a pessoa não deve ficar sozinha em momento algum e precisa ser levada a um serviço de emergência para receber uma avaliação.
O diagnóstico da depressão grave é feito em uma avaliação clínica e começa com uma conversa com o paciente, perguntando sobre os sintomas, quando começaram, com que frequência aparecem e quanto interferem na rotina.
Durante a investigação, o médico também analisa o histórico de saúde da pessoa, vendo se os sinais relatados podem estar ligados a remédios, doenças físicas ou outros transtornos que causam manifestações parecidas.
A classificação como grave considera a intensidade dos sintomas e o impacto deles. Assim, o psiquiatra avalia como o quadro dificulta o trabalho, os estudos e os cuidados, além de verificar sinais psicóticos e pensamentos sobre morte ou suicídio para avaliar os riscos.
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O tratamento da depressão grave é definido de acordo com as características do quadro e a resposta de cada paciente, podendo mudar conforme a evolução dos sintomas e os efeitos percebidos. Em alguns casos, mais de uma abordagem é usada ao mesmo tempo:
A melhora pode acontecer aos poucos, e cada paciente pode responder de um jeito aos cuidados. Durante o tratamento, o psiquiatra pode ajustar os medicamentos, as doses ou a frequência das consultas conforme a evolução da pessoa.
Nesse sentido, é importante que o paciente sempre informe ao especialista qualquer efeito colateral ou piora dos sintomas, pois essas informações ajudam o profissional a avaliar se é preciso mudar a conduta ou manter a abordagem atual.
A depressão grave pode entrar em remissão, quando os sintomas diminuem ou deixam de atrapalhar de forma significativa a vida. Alguns pacientes têm um episódio e não voltam a apresentar a doença, enquanto outros podem ter novos episódios ao longo da vida.
Mesmo depois da melhora, o acompanhamento médico pode continuar por algum tempo para diminuir o risco de uma nova crise. A duração desse cuidado varia conforme o histórico da pessoa, a evolução do quadro e a orientação do profissional responsável.
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A presença de alguém próximo pode fazer diferença para quem tem depressão grave. Por esse motivo, familiares e amigos podem oferecer apoio durante esse período, mesmo que isso não substitua o atendimento profissional, o que inclui atitudes como:
Quem convive com um paciente com depressão grave também precisa respeitar os próprios limites, sendo que, muitas vezes, dividir as responsabilidades pode evitar que tudo fique sob responsabilidade de uma única pessoa.
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A busca por atendimento é importante quando os sintomas começam a afetar a segurança ou os cuidados pessoais. Familiares e pessoas próximas podem perceber essas mudanças antes do próprio paciente e ajudar a buscar avaliação profissional.
Quando a pessoa não reconhece que precisa de um médico, alguém próximo pode falar com ela e ajudar a marcar uma consulta. E, se houver dificuldade para chegar ao serviço, um familiar ou amigo pode acompanhá-la no caminho.
Situações de risco precisam de atendimento na hora, sobretudo quando existe chance de o paciente se machucar ou não conseguir ficar em segurança. Nesses casos, pessoas que vivem com ele devem procurar uma emergência e ficar junto até que ele seja atendido.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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