A sertralina tem tarja vermelha e sua receita é retida na farmácia
Resuma este artigo com IA:
Acompanhe nossos conteúdos com prioridade no Google

Uma dúvida comum de quem recebe a prescrição de sertralina é saber se o medicamento é tarja preta. O antidepressivo traz a tarja vermelha e pertence à lista C1 de substâncias sujeitas a controle especial. Ela é vendida sob prescrição médica e sua receita é retida na farmácia, que guarda uma via do documento no momento da compra.
Muitas pessoas associam antidepressivos a medicamentos de tarja preta. Nos Estados Unidos, esses medicamentos têm um selo de risco (principalmente em crianças e adolescentes), conhecido como “black box warning”. Esse alerta é imprescindível não só para a prescrição, mas para pais e cuidadores. Pela tradução, o termo soa parecido com “tarja preta”, mas os conceitos não são parecidos. A classificação brasileira segue regras próprias da Anvisa e, neste caso, a sertralina se enquadra na seção de medicamentos com tarja vermelha.
A Rede Américas conta com psiquiatras renomados atendendo em vários hospitais brasileiros, que podem atuar em vários quadros clínicos.
Hospital |
Um medicamento com tarja preta indica alto potencial de abuso e dependência, como é o caso de entorpecentes e psicotrópicos. Benzodiazepínicos, opioides e alguns estimulantes carregam esse selo. Esses medicamentos exigem a notificação de receita em um formulário amarelo ou azul, que é retido na farmácia.
A tarja vermelha identifica medicamentos que também exigem prescrição médica, mas com um risco menor de abuso. Antidepressivos, anticonvulsionantes e alguns antipsicóticos entram nessa categoria.
A sertralina integra o grupo C1, junto com a fluoxetina, amitriptilina e a carbamazepina. Sua receita tem validade de 30 dias e cobre até 60 dias de tratamento.
O psiquiatra prescreve a sertralina para pacientes com depressão. O medicamento também trata o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), síndrome do pânico, fobia social, transtorno de estresse pós-traumático e transtorno disfórico pré-menstrual.
Crianças podem receber em alguns casos de TOC, sob avaliação médica rigorosa. Adultos com quadros de ansiedade generalizada também usam o medicamento com frequência.
A sertralina pertence à classe dos inibidores de receptação de serotonina (ISRS). O medicamento bloqueia a receptação de serotonina pelos neurônios e mantém o neurotransmissor disponível por mais tempo entre as células nervosas.
Esse mecanismo regula o humor, sono, apetite e a resposta ao estresse. O psiquiatra combina a sertralina com psicoterapia na maioria dos protocolos de tratamento. Alguns pacientes podem receber o medicamento isoladamente, sobretudo em quadros leves a moderados.
O psiquiatra ajusta a dose de sertralina de forma gradual. O corpo leva semanas para responder ao tratamento e um ajuste incorreto pode gerar sintomas indesejados ou falta de efeito.
A sertralina interage com outros medicamentos, como os inibidores da monoamina oxidase, tioridazina e pimozida. Essa combinação aumenta o risco de síndrome serotoninérgica, que é uma reação grave e que exige atendimento de emergência.
A suspensão abrupta do tratamento também traz riscos. O paciente pode sentir tontura, irritabilidade e alterações sensoriais, quadro chamado de síndrome de descontinuação. O médico reduz a dose aos poucos para evitar esses sintomas.
Pacientes jovens exigem atenção redobrada nas primeiras semanas de tratamento, período em que o risco de pensamentos suicidas pode aumentar antes da melhora dos sintomas depressivos. É importante que o psiquiatra esteja à par desse tipo de situação.
Náuseas, diarreias e dores de cabeça podem acontecer nas primeiras semanas. Insônia ou sonolência excessiva também aparecem em parte dos pacientes.
Sudorese, tremores e boca seca também fazem parte da lista dos efeitos colaterais comuns. Alguns pacientes podem ter alterações na função sexual, como diminuição da libido.
Entre os efeitos colaterais raros estão as convulsões e alterações de humor incomuns.
O paciente que sentir hiperatividade, agitação incomum ou pensamentos suicidas deve procurar o médico imediatamente.
Os medicamentos de tarja preta atuam em receptores cerebrais ligados diretamente ao sistema de recompensa. Essa ação repetida gera tolerância e dependência química, com sintomas de abstinência quando o tratamento para. A sertralina age sobre a receptação de serotonina, um mecanismo diferente, sem o mesmo padrão de reforço.
O organismo se adapta à presença do medicamento ao longo do tratamento e por isso a suspensão precisa ser gradual. Essa adaptação farmacológica não equivale à dependência química observada em benzoadizepínicos ou opioides.
A Anvisa reconhece essa diferença de risco e mantém a sertralina na lista C1, fora do grupo de tarja preta.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. A sertralina exige receita e acompanhamento de um psiquiatra.
NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES

R. Jaguaruna, 105 - Campo Grande, Rio de Janeiro - RJ, CEP 23080-160
(21) 3316-2900

QMSW 4 - Sudoeste, Brasília - DF
(61) 2196-5300

Tv. Lasalle, 12 - Centro, Niterói - RJ, CEP 24020-096
(21) 2729-1000

Av. Santo Amaro, 2468 - Brooklin Paulista, São Paulo - SP, CEP 04556-100
(11) 3040-8000

Tv. Frederico Pamplona, 32 - Copacabana, Rio de Janeiro - RJ, CEP 22061-080
(21) 2545-4000

Av. Prof. Magalhães Neto, 1541 - Pituba, Salvador - BA, CEP 41810-011
(71) 4020-0057

R. Conselheiro Brotero, 1486 - Higienópolis, São Paulo - SP, CEP 01232-010
(11) 3821-5300