O controle da glicemia é essencial para cicatrizar feridas; o controle da glicemia é essencial para cicatrizar feridas
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Começa com um pequeno machucado no pé, talvez um calo que abriu ou um arranhão que passou despercebido.
Para quem convive com o diabetes, essa pequena lesão pode se transformar em um problema sério, uma ferida que insiste em não cicatrizar e se agrava com o passar dos dias. Não espere a lesão piorar. Agende uma avaliação especializada na Rede Américas e receba o tratamento adequado.
A dificuldade de cicatrização em pacientes diabéticos não é um acaso. Ela ocorre devido a uma combinação de fatores sistêmicos causados pelo excesso de açúcar no sangue (hiperglicemia) de forma crônica.
O descontrole glicêmico afeta diretamente a capacidade do corpo de se regenerar. O diabetes impede a cicatrização natural de lesões, ressaltando a importância de um tratamento especializado e correto para uma boa recuperação.
Isso acontece por três motivos principais:
Tratar uma úlcera diabética é um processo complexo que exige muito mais do que a aplicação de um curativo. A abordagem correta é multifatorial e deve ser sempre orientada por uma equipe de saúde.
O tratamento de feridas diabéticas exige alívio da pressão local, curativos adequados e acompanhamento profissional. Ele se baseia em um conjunto de ações coordenadas para controlar a causa do problema e promover a cicatrização. Essas etapas podem ser otimizadas com o uso de monitoramento digital remoto da glicemia.
Nenhum tratamento local será totalmente eficaz se os níveis de açúcar no sangue permanecerem elevados. Manter a glicemia dentro das metas estabelecidas pelo endocrinologista é essencial para restaurar a função imunológica e fornecer ao corpo as condições básicas para cicatrizar.
A ferida precisa ser limpa por um profissional, geralmente um enfermeiro estomaterapeuta ou um médico. O processo inclui a remoção de tecido necrosado ou inviável, um procedimento chamado desbridamento. Essa limpeza é essencial para eliminar bactérias e permitir que o tecido saudável cresça.
O tratamento de feridas diabéticas utiliza coberturas especiais que ajudam a controlar a umidade, proteger contra infecções e acelerar a cicatrização. A escolha do curativo ideal depende da avaliação da ferida e pode incluir:
Se a ferida estiver na planta do pé, é impossível cicatrizá-la se o paciente continuar pisando sobre ela. O alívio da pressão, conhecido como offloading, é fundamental. Isso pode ser feito com o uso de calçados especiais, palmilhas adaptadas, muletas ou botas removíveis que redistribuem o peso do corpo e protegem a área lesionada.
Caso a ferida apresente sinais de infecção, o médico irá prescrever antibióticos. Eles podem ser de uso oral ou, em casos mais graves, intravenoso. A cultura de secreções pode ser necessária para identificar a bactéria específica e direcionar o tratamento de forma mais eficaz.
Terapias adjuvantes podem ser indicadas, principalmente em feridas complexas que não respondem bem ao tratamento convencional. Elas servem para estimular o processo de regeneração tecidual.
Uma das mais conhecidas são a oxigenoterapia hiperbárica, que aumenta a quantidade de oxigênio transportado pelo sangue para os tecidos. A outra é a laserterapia de baixa intensidade, que pode ajudar a modular a inflamação e estimular a atividade celular no leito da ferida.
A automedicação e o uso de receitas caseiras são extremamente perigosos. Algumas práticas devem ser evitadas a todo custo para não piorar a lesão ou mascarar uma infecção grave. Veja a seguir:
Qualquer ferida em uma pessoa com diabetes merece atenção. Mas alguns sinais indicam que a situação é grave e requer uma visita imediata ao pronto-socorro ou ao especialista. Fique atento a:
O sucesso no tratamento de uma ferida diabética depende de um cuidado integrado. Um único profissional não consegue abranger todas as complexidades do quadro. Por isso, a abordagem multidisciplinar é considerada o padrão-ouro.
O controle clínico rigoroso e o acompanhamento por uma equipe especializada são indispensáveis para tratar complicações graves de saúde relacionadas ao diabetes, como a retinopatia diabética.
Essa equipe geralmente inclui o endocrinologista para o controle glicêmico e o cirurgião vascular para avaliar a circulação. Além do infectologista para guiar a antibioticoterapia e o enfermeiro estomaterapeuta, especialista no tratamento de feridas. A colaboração entre eles garante que todos os pilares do tratamento sejam devidamente atendidos.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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