A cardiomiopatia hipertrófica é uma condição muitas vezes herdada em que o músculo do coração fica mais espesso; o quadro pode causar falta de ar, tontura e palpitações
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A cardiomiopatia hipertrófica é uma doença genética em que o músculo do coração fica mais grosso, o que reduz o espaço interno para o sangue circular. Essa alteração acontece por mudanças em genes que controlam proteínas envolvidas na contração do coração.
Muitas pessoas passam a vida inteira sem apresentar sintomas da condição. Quando os sinais aparecem, podem incluir falta de ar durante esforço físico, dor no peito, palpitações e episódios de desmaio.
O diagnóstico precoce e o tratamento certo do quadro ajudam a evitar complicações e a controlar os sintomas. As opções de tratamento incluem remédios, mudanças no estilo de vida e, em alguns casos, procedimentos cirúrgicos.
Cardiologistas são os médicos que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento de pacientes com cardiomiopatia hipertrófica. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A cardiomiopatia hipertrófica é uma doença em que o músculo do coração fica mais espesso do que o normal. Esse espessamento deixa o músculo mais rígido, podendo dificultar o relaxamento do coração e o enchimento adequado de sangue entre batimentos.
Em alguns casos, a condição, que é genética, também pode afetar o sistema elétrico do coração, responsável pelo ritmo dos batimentos, o que prejudica o funcionamento adequado da contração cardíaca.
O espessamento acontece com mais frequência no septo, a parede muscular que separa os ventrículos, que são câmaras inferiores do coração. Quando o septo fica muito grosso, pode dificultar ou bloquear a passagem de sangue do ventrículo esquerdo para o resto do corpo.
O aumento do músculo do coração pode dificultar o funcionamento do órgão. O coração precisa fazer mais força para bombear o sangue, enquanto o músculo espessado pode precisar de mais oxigênio do que o corpo consegue oferecer.
A organização alterada das células do músculo cardíaco também pode afetar o sistema elétrico do coração, que controla os batimentos. Isso pode causar alterações no ritmo cardíaco, chamadas de arritmias, que podem ser perigosas.
A principal causa da cardiomiopatia hipertrófica é genética. A condição ocorre por mutações nos genes responsáveis pelas proteínas do músculo cardíaco. Por ser uma doença hereditária, filhos de uma pessoa com a mutação têm 50% de chance de herdar o gene.
Mesmo quando a pessoa nasce com a mutação, o espessamento do músculo do coração costuma se desenvolver ao longo do tempo, ficando mais evidente na adolescência ou na vida adulta. Em casos raros, o quadro pode estar ligado a condições como pressão alta.
Um dos principais desafios da cardiomiopatia hipertrófica é que muitas pessoas não apresentam sintomas. Elas podem viver por anos sem saber que têm a condição, que muitas vezes é identificada em exames de rotina ou na investigação de outros quadros.
Quando os sintomas aparecem, eles podem incluir:
Os sintomas podem aparecer de formas diferentes em cada pessoa e nem sempre surgem juntos. Por isso, a avaliação médica com um cardiologista é importante para identificar a causa e confirmar o diagnóstico.
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O diagnóstico da cardiomiopatia hipertrófica começa com uma avaliação clínica, incluindo o histórico de saúde da pessoa e da família. Quando há suspeita da condição, especialmente em casos de morte súbita na família, o cardiologista pode pedir exames específicos.
O principal exame para confirmar a condição é o ecocardiograma. Esse ultrassom do coração permite ver as estruturas cardíacas, medir a espessura do músculo e avaliar o fluxo de sangue. Outros exames que podem ser solicitados incluem:
Os resultados dos exames ajudam a entender como a doença afeta o coração em cada pessoa e quais riscos estão presentes. Com essas informações, o médico pode definir a melhor forma de acompanhamento e tratamento.
A cardiomiopatia hipertrófica não tem cura, mas o tratamento ajuda a controlar os sintomas, melhorar a qualidade de vida e reduzir o risco de complicações graves. A escolha do tratamento varia de acordo com os sintomas, a idade e as características de cada paciente.
O acompanhamento regular com um cardiologista é parte importante do tratamento. Em alguns casos, o médico pode recomendar evitar exercícios físicos intensos e esportes de competição. No geral, manter uma boa hidratação e evitar o consumo excessivo de álcool também ajuda nos cuidados com a condição.
O tratamento com medicamentos busca aliviar os sintomas e controlar o ritmo dos batimentos cardíacos. Entre os remédios mais usados estão os betabloqueadores e os bloqueadores dos canais de cálcio. Eles ajudam o coração a relaxar, diminuem a frequência cardíaca e facilitam o enchimento das câmaras cardíacas com sangue.
Para pessoas com a forma obstrutiva da doença e sintomas fortes que não melhoram com remédios, podem ser indicados tratamentos mais invasivos, como:
Na maioria dos casos, esses procedimentos costumam ser indicados quando o espessamento do músculo do coração dificulta a circulação do sangue ou quando há risco aumentado de alterações graves nos batimentos cardíacos.
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Mesmo que o diagnóstico possa causar preocupação, muitas pessoas com cardiomiopatia hipertrófica conseguem manter uma rotina normal e boa qualidade de vida. Em muitos casos, a expectativa de vida pode ser semelhante à da população geral quando a condição é diagnosticada e acompanhada do jeito certo.
O acompanhamento médico frequente é importante para monitorar a evolução da doença e ajustar o tratamento quando necessário. O aconselhamento genético também ajuda na avaliação de familiares próximos, já que a condição pode ser hereditária.
É importante procurar avaliação com um cardiologista ao apresentar sintomas como dor no peito, falta de ar sem causa aparente ou desmaios, principalmente durante ou após esforço físico. Pessoas com histórico familiar de cardiomiopatia hipertrófica ou de morte súbita em parentes jovens também devem investigar a condição, mesmo sem sintomas.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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