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Manchas vermelhas na pele podem aparecer em casos de dengue quando há queda das plaquetas; essas alterações ajudam a identificar sinais de hemorragia

Em quadros de dengue, o vírus pode diminuir a produção de plaquetas na medula óssea e aumentar a destruição dessas células no sangue. Esse processo afeta a coagulação e aumenta o risco de sangramentos durante a infecção.
Nesse caso, o sistema de defesa do corpo consome mais plaquetas na tentativa de combater o vírus. A queda costuma acontecer entre o terceiro e o sétimo dia da doença, na fase chamada de período crítico.
Com menos plaquetas, podem aparecer manchas vermelhas na pele, sangramento na gengiva e cansaço. O hemograma é o exame de sangue que ajuda a acompanhar essas mudanças e permite identificar sinais de agravamento antes de complicações.
Clínicos gerais são os médicos que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento de pacientes com dengue. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
As plaquetas, também chamadas de trombócitos, são pequenos fragmentos de células produzidos na medula óssea. Elas têm papel importante na coagulação do sangue. Quando um vaso sanguíneo se machuca, as plaquetas se juntam no local da lesão e formam um tampão inicial, que ajuda a parar o sangramento e começa a cicatrização.
Se há poucas plaquetas, o corpo tem mais dificuldade para controlar sangramentos, o que aumenta o risco de hemorragias, que podem ocorrer de forma leve, como na gengiva, ou em situações mais graves, dentro do organismo.
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O vírus da dengue reduz a contagem de plaquetas por mais de um mecanismo no organismo, afetando várias etapas do seu funcionamento. Esse processo explica por que o acompanhamento com exames de sangue é importante ao longo da infecção.
A medula óssea é onde o sangue é produzido, incluindo as plaquetas. O vírus da dengue pode afetar essa estrutura e dificultar a produção de novas células. Com menos produção, a reposição das plaquetas que já foram usadas ou que envelheceram fica mais lenta. Assim, o vírus diminui a formação de plaquetas ao interferir nesse processo.
Além de reduzir a produção, o vírus da dengue aumenta a destruição das plaquetas que já circulam no sangue. Em alguns casos, os anticorpos criados para combater o vírus acabam atingindo as plaquetas e sinalizam a eliminação, fazendo a contagem cair mais rápido.
Em cargas mais altas do vírus, a resposta do sistema de defesa pode acelerar ainda mais essa destruição. Com isso, os níveis de plaquetas diminuem em pouco tempo. O acompanhamento ajuda a diminuir o risco de sangramentos e outras complicações.
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A queda das plaquetas é um sinal de alerta, mas nem sempre indica gravidade. A avaliação médica é o principal critério para entender o quadro. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os valores de referência que orientam esse acompanhamento são:
A baixa contagem de plaquetas é um dos sinais usados para confirmar o diagnóstico de dengue. Ela também ajuda a avaliar o risco de evolução para formas mais graves da doença. A velocidade dessa queda é tão importante quanto o valor encontrado no exame. Uma diminuição rápida, mesmo que não muito baixa, pede mais atenção.
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Na maioria das vezes, a queda das plaquetas não causa sinais visíveis. Porém, quando os níveis ficam muito baixos, alguns sintomas podem aparecer e exigem atendimento médico imediato, como:
Esses sinais costumam surgir quando o sangue do paciente com dengue perde parte da capacidade de coagular corretamente. A identificação da causa depende de avaliação médica e de exames de sangue.
Depois de receber o diagnóstico, a orientação é seguir as recomendações médicas. O tratamento da dengue tem como foco aliviar os sintomas e evitar complicações, então o paciente deve se dedicar a medidas como:
É importante nunca se automedicar. Remédios anti-inflamatórios como ibuprofeno e diclofenaco e o ácido acetilsalicílico não devem ser usados, pois podem aumentar o risco de sangramentos.
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A transfusão de plaquetas é indicada só em situações específicas, geralmente em casos de queda grave associada a sangramentos difíceis de controlar. Na maioria dos casos, esse procedimento não muda a evolução da dengue e ainda pode trazer riscos.
A principal forma de prevenir hemorragias na dengue é manter boa hidratação e seguir o manejo clínico orientado pelo médico, sem reposição de plaquetas como regra de tratamento.
A contagem de plaquetas costuma atingir o ponto mais baixo entre o quarto e o sétimo dia após o início dos sinais. Depois disso, com a melhora do quadro e o fim da febre, a medula óssea volta a funcionar melhor e as plaquetas começam a subir aos poucos. Geralmente, os níveis retornam ao normal entre sete e 10 dias após o início da recuperação.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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