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Mudanças nas fezes podem estar relacionadas ao câncer no intestino; sangue, fezes muito finas, dor abdominal e alteração no funcionamento intestinal exigem atenção médica

As fezes de quem tem câncer no intestino podem ter sangue, ficar mais finas, escuras ou vir acompanhadas de mudanças no funcionamento do intestino. Prisão de ventre, diarreia, dor na barriga, gases e sensação de evacuação incompleta também podem aparecer.
O câncer no intestino afeta o intestino grosso e o reto. A doença pode se desenvolver por meses sem causar sintomas. Em muitos casos, os primeiros sinais aparecem nas evacuações e nas mudanças da rotina intestinal.
Porém, alterações nas fezes nem sempre indicam câncer. Hemorroidas, infecções e outros problemas intestinais também podem causar sintomas parecidos. Mesmo assim, mudanças persistentes precisam de avaliação médica.
Oncologistas são os médicos que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento de pacientes com câncer no intestino. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
Mudanças nas fezes podem servir como sinal de alerta, já que o câncer no intestino pode alterar o formato, a cor e o aspecto do fezes conforme o tumor cresce na parede intestinal.
Esse é um dos sinais mais conhecidos do câncer no intestino. A presença de sangue nas fezes, vermelho vivo ou mais escuro, pode indicar sangramento causado por tumores no intestino. E esse sangramento costuma aparecer de duas formas principais:
Hemorroidas e fissuras anais também podem causar sangue vermelho vivo nas fezes. Mesmo assim, é importante investigar o motivo do sangramento com um médico para descartar problemas mais graves.
Exames que detectam sangue oculto nas fezes nem sempre identificam tumores no início. Por isso, qualquer mudança visível nas fezes ou no ritmo do intestino deve ser avaliada por um profissional de saúde.
Um tumor pode estreitar a passagem do intestino, o que faz com que as fezes passem por um espaço menor e saia com formato diferente.
Fezes que ficam finas por muito tempo, parecendo uma fita ou um lápis, são um sinal de alerta e precisam de avaliação médica. Esse tipo de mudança não é considerado normal e pode indicar uma obstrução parcial no intestino. Alterações na consistência e na cor também devem ser observadas, principalmente quando há suspeita de câncer no reto.
Uma pequena quantidade de muco nas fezes pode ser normal, já que ele ajuda na passagem do conteúdo pelo intestino. Mas, quando o muco aparece em grande quantidade ou de forma frequente, é importante buscar avaliação médica.
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Além da aparência, a frequência das evacuações e a sensação ao evacuar também podem mudar. Esses sinais podem indicar que o intestino não está funcionando como de costume.
Uma das mudanças mais comuns é a alteração contínua no ritmo do intestino, sem motivo aparente. A pessoa pode alternar entre prisão de ventre e diarreia mesmo sem mudar a alimentação ou a rotina.
Esse quadro acontece porque um tumor pode dificultar a passagem das fezes, causando constipação, ou irritar a parede do intestino, levando à diarreia. Em alguns casos, essas alterações também podem estar ligadas ao surgimento de pólipos, que podem evoluir para câncer se não forem tratados.
No câncer do reto, mudanças no ritmo intestinal podem aparecer logo no início e precisam ser observadas com atenção.
Sensação de evacuação incompleta também pode ser um sinal importante. Nesse caso, a pessoa vai ao banheiro, mas sente que o intestino não esvaziou totalmente e continua com vontade de evacuar.
Esse sintoma é chamado de tenesmo. Ele pode acontecer porque um tumor ocupa espaço no reto e o corpo interpreta essa presença como se ainda houvesse fezes para eliminar.
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O câncer colorretal não causa só mudanças nas fezes. Com a evolução da doença, outros sinais no corpo podem aparecer e precisam ser observados junto com essas alterações.
Cólicas, gases, inchaço e dor na barriga que não melhoram podem estar ligados à doença. A dor pode ser mais difusa ou em um ponto específico, dependendo do local do tumor e se ele está dificultando a passagem no intestino.
Sintomas no corpo todo, como anemia, fraqueza e perda de peso sem intenção, podem ser sinais de alerta para várias doenças, incluindo o câncer no intestino. A anemia, que muitas vezes aparece em exames de sangue, pode acontecer por um sangramento pequeno e constante no intestino, que não dá para ver a olho nu.
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A maioria das alterações no intestino não tem relação com câncer. Dessa forma, problemas mais comuns podem causar sintomas parecidos, como:
Nesses casos, a principal diferença está em quanto tempo os sintomas duram e como eles aparecem juntos. Um problema passageiro costuma melhorar sozinho. Já os sinais ligados ao câncer no intestino tendem a piorar com o tempo e não desaparecem.
É indicado procurar um oncologista ou um gastroenterologista ao perceber mudanças nas fezes ou no funcionamento do intestino que durem por semanas. Esses sinais não devem ser ignorados e precisam de avaliação médica.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a orientação é buscar atendimento quando aparecerem:
Quando o câncer no intestino é descoberto no início, as chances de tratamento com bons resultados são maiores. Isso acontece porque a doença ainda está em fase inicial e, na maioria dos casos, não se espalhou para outros órgãos.
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Depois da primeira consulta com o oncologista, o médico pode pedir exames para entender a causa dos sintomas. O principal procedimento para investigar o câncer no intestino é a colonoscopia.
Esse exame permite olhar por dentro do intestino grosso com uma câmera fina. Ele ajuda a identificar alterações como pólipos e tumores e, quando necessário, permite a coleta de material para análise em laboratório.
Quando o câncer é identificado cedo, o tratamento pode envolver cirurgias menos invasivas e com recuperação mais rápida, dependendo do caso e da avaliação médica. Além disso, a colonoscopia tem papel na prevenção, já que permite remover pólipos antes que evoluam.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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