O açúcar no sangue mostra como o organismo transforma os alimentos em energia; alterações podem acontecer quando o pâncreas ou alguns hormônios não funcionam bem
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O açúcar no sangue em jejum costuma ficar abaixo de 100 mg/dL em adultos sem diabetes, valor que é usado como referência para avaliar como o organismo lida com a glicose. Depois das refeições, essa taxa sobe por um tempo, mas deve ficar abaixo de 140 mg/dL.
Nesse processo, o pâncreas libera insulina, hormônio que leva a glicose para dentro das células, onde é usada como energia. Alterações frequentes nesses valores podem indicar falhas nesse controle e exigem avaliação médica.
Quando a glicemia em jejum fica entre 100 mg/dL e 125 mg/dL, o resultado indica pré-diabetes. Já valores iguais ou acima de 126 mg/dL, confirmados em dois exames, apontam para um quadro de diabetes mellitus.
Endocrinologistas são os médicos que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento de pacientes que têm alterações nos níveis de açúcar no sangue. A Rede Américas conta com profissionais renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A taxa de açúcar no sangue, chamada de glicemia, mede a quantidade de glicose na corrente sanguínea. A glicose é a principal fonte de energia do corpo, mas precisa se manter dentro de uma faixa específica para o organismo funcionar do jeito certo.
Os valores de referência mudam conforme o momento da medição, como em jejum ou depois das refeições. Em pessoas que monitoram a glicose com frequência, que costumam ser pacientes com diabetes, os valores ficam entre 70 e 180 mg/dL ao longo do dia.
O exame de glicemia em jejum é o mais comum para medir o nível de açúcar no sangue. Ele é feito após pelo menos oito horas sem comer. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), os resultados em adultos podem ser interpretados assim:
O diagnóstico de diabetes, em geral, precisa ser confirmado com um segundo exame em outro dia ou com outros testes, como a hemoglobina glicada, sempre seguindo a orientação do endocrinologista que acompanha o paciente.
A medição pós-prandial é feita cerca de duas horas após uma refeição e serve para avaliar como o pâncreas produz insulina para lidar com o açúcar dos alimentos. Em pessoas sem diabetes, o esperado é que a glicemia fique abaixo de 140 mg/dL nesse período.
Leia também: Qual o valor da glicemia para tomar insulina? Entenda a sua meta
Além da medição da glicose, os médicos também costumam pedir o exame de hemoglobina glicada, o HbA1c. Esse teste mostra a média dos níveis de açúcar no sangue nos últimos três meses, dando uma visão mais ampla e estável.
No geral, os valores de referência para a hemoglobina glicada são:
A HbA1c é usada no diagnóstico e no acompanhamento da diabetes, porque mostra se o controle da glicose tem se mantido nos últimos meses. Alterações nesses valores ajudam o médico a ajustar o tratamento e definir metas de cuidado.
Leia também: Exame de hemoglobina glicada precisa de jejum? Entenda o preparo
As metas e a interpretação dos níveis de açúcar no sangue podem ser ajustadas conforme cada pessoa. A avaliação precisa ser feita de forma individual por um profissional de saúde.
Em pacientes com o diagnóstico de diabetes, por exemplo, as diretrizes de saúde indicam que a glicemia pode variar, em geral, entre 70 mg/dL e 180 mg/dL. Essa faixa ajuda a manter o controle da glicose de forma segura.
Os valores de referência para crianças são parecidos com os dos adultos. Mesmo assim, qualquer alteração precisa ser avaliada com atenção por um pediatra ou por um endocrinologista pediátrico, já que as causas podem ser diferentes.
Durante a gravidez, o controle da glicose no sangue é mais rigoroso para evitar o diabetes gestacional, que pode trazer riscos para a mãe e o bebê. Assim, em gestantes, a glicemia em jejum deve sempre ficar abaixo de 92 mg/dL.
Em idosos, as metas de controle da glicose podem ser mais flexíveis, já que o foco é evitar tanto o açúcar alto quanto o açúcar baixo, que pode causar quedas, confusão mental e outros problemas. O médico avalia o estado de saúde geral para definir os valores.
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Um resultado fora da faixa normal não significa um diagnóstico imediato de diabetes, por exemplo, mas indica a necessidade de avaliação médica. Por isso, o primeiro passo é levar os exames a um médico, de preferência um endocrinologista.
Só um profissional pode analisar os resultados junto com o histórico de saúde, pedir outros exames quando preciso e confirmar um diagnóstico. Se houver pré-diabetes ou diabetes, o médico orienta mudanças no estilo de vida e define o tratamento mais adequado.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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